SERIGRAFIA E SIGN 2017

domingo, 8 de abril de 2012

COLORIMETRIA


Colorimetria é a ciência da medida de cores que estuda e quantifica como o sistema visual humano percebe a cor, na tentativa de especificá-la numericamente de modo que:

- estímulos, com as mesmas especificações sob iguais condições, vistos por um observador com visão normal, são semelhantes.
- os números compreendidos nas especificações são funções contínuas dos parâmetros físicos que definem a energia espectral radiante do estímulo.

A cor é de grande importância em vários produtos industriais: matérias têxteis, tintas, plásticos, papéis, cerâmica, alimentos e etc. Dessa forma, a colorimetria é uma tecnologia utilizada em diversos setores industriais. No setor da serigrafia, por exemplo, é muito importante conhecer o significado das cores pois elas valorizaram o produto, obtendo controle colorimétrico de corantes e pigmentos e o desenvolvimento instrumental de formulações de cores.

LUMINOSIDADE, TONALIDADE E VIVACIDADE

a) Luminosidade (grau de claro ou escuro): é o atributo da percepção visual onde uma área parece emitir mais ou menos luz.

b) Tonalidade: é o atributo da percepção visual onde uma cor é percebida, como o vermelho, amarelo, verde, azul, púrpura, etc. Os brancos, pretos e tons de cinza não possuem tonalidade.

c) Vivacidade (saturação): é o atributo da percepção visual que indica o grau de pureza da cor. Quanto maior o grau, mais saturada ou vívida é a cor.



ESPECTRO DE CORES


 A luz consiste de energia que se propaga em comprimentos de onda. Os olhos são sensíveis a uma larga faixa de comprimentos de onda que vão aproximadamente de 350 a 750 nanômetros (bilionésima parte do metro).

O espectro visível representa apenas uma pequena fração do total do espectro eletromagnético. Dentro do espectro visível alguns comprimentos de onda produzem certas sensações visuais. Os comprimentos de onda mais baixos são percebidos como violetas ou azuis, já os de valores mais elevados emitem uma tonalidade avermelhada.


FORMULAÇÃO DAS CORES  


Para o serígrafo, não basta alcançar uma cor determinada uma única vez. É preciso garantir a reprodução dessa cor sempre que houver necessidade de uma nova produção. Isso se consegue através de uma fórmula que seja ao mesmo tempo fiel e facilmente compreensível. Contudo, há duas linguagens distintas para a formulação de cores: uma para o setor têxtil, baseada na medida de gramas/kg, e outra baseada em porcentagem (%) para formulação de tintas em geral.

Uma formulação bem feita é a garantia de reprodução de uma tinta sempre que necessário, devendo-se, portanto, ter o máximo de cuidado para se conseguir uma formulação facilmente compreensível.


TEORIA DAS CORES



A cor é um fenômeno óptico provocado pela ação de um feixe de fótons sobre células especializadas da retina, que transmitem através de informação pré-processada no nervo óptico, impressões para o sistema nervoso.

A cor de um material é determinada pelas médias de frequência dos pacotes de onda que as suas moléculas constituintes refletem. Um objeto terá determinada cor se não absorver justamente os raios correspondentes à freqüência daquela cor.

Assim, um objeto é vermelho se absorve preferencialmente as frequências fora do vermelho.

A cor é relacionada com os diferentes comprimento de onda do espectro eletromagnético. São percebidas pelas pessoas, em faixa específica (zona do visível), e por alguns animais através dos órgãos de visão, como uma sensação que nos permite diferenciar os objetos do espaço com maior precisão.

Considerando as cores como luz, a cor branca resulta da sobreposição de todas as cores, enquanto o preto é a ausência de luz. Uma luz branca pode ser decomposta em todas as cores (o espectro) por meio de um prisma . Na natureza , esta decomposição origina um arco-íris.


Mapa de cores. Observar que cada cor é sempre a intermediária entre as duas vizinhas e que diametralmente opostas estão as cores complementares

Quando se fala de cor, há que distinguir entre a cor obtida aditivamente (cor luz) ou a cor obtida substrativamente (cor pigmento).

No primeiro caso, chamado de sistema RGB, temos os objetos que emitem luz (monitores, televisão, Sol, etc.) em que a adição de diferentes comprimentos de onda das cores primárias de luz Vermelho + Azul (cobalto) + Verde = Branco.

No segundo sistema (subtrativo ou cor pigmento) iremos manchar uma superfície sem pigmentação (branca) misturando-lhe as cores secundárias da luz (também chamadas de primárias em artes plásticas); Ciano + Magenta + Amarelo.

Este sistema corresponde ao "CMY" das impressoras e serve para obter cor com pigmentos (tintas e objetos não emissores de luz). Subtraindo os três pigmentos temos uma matiz de cor muito escura, muitas vezes confundido com o preto.

O sistema "CMYK" é utilizado pela Indústria Gráfica nos diversos processo de impressão, como por exemplo: o Off-Set, e o processo Flexográfico, bastante usado na impressão de etiquetas e embalagens.

O "K" da sigla "CMYK" corresponde à cor "Preto" (em inglês, "Black"), sendo que as outras são:

C = Cyan (ciano)
M = Magenta
Y = Yellow (amarelo)
K = Black (preto)

Alguns estudiosos afirmam que a letra "K" é usada para o "Preto" ("Black") como referência a palavra "Key", que em inglês significa "Chave". O "Preto" é considerado como "cor chave" na Indústria Gráfica, uma vez que ele é usado para definir detalhes das imagens. Outros afirmam que a letra "K" da palavra "blacK" foi escolhida pois, a sigla "B" é usada pelo "Blue" = "Azul" do sistema RGB.

As cores primárias de luz são as mesmas secundárias de pigmento, tal como as secundárias de luz são as primárias de pigmento. As cores primárias de pigmento combinadas duas a duas, na mesma proporção, geram o seguinte resultado: magenta + amarelo = vermelho amarelo + ciano = verde ciano + magenta = azul cobalto

Focos de luz primária combinados dois a dois geram o seguinte resultado: azul cobalto + vermelho = magenta vermelho + verde = amarelo verde + azul cobalto = ciano.

Muitas vezes o amarelo, azul e vermelho são chamados de primários, o que é incorreto em ambos espaços de cor. Assim o que se chama azul primário corresponde ao ciano. O vermelho primário ao magenta e o amarelo Primário ao próprio amarelo. O uso de cores diferentes (azul , amarelo, vermelho) neste espaço de cor leva a que não seja possível fabricar todas as cores, e que no circulo das cores certos opostos estejam trocados.

Note-se ainda que antes da invenção do prisma e da divisão do espectro da luz branca (veja também difração), nada disto era conhecido, pelo que ainda hoje é ensinado nas nossas escolas que Amarelo/Azul/Vermelho são as cores primárias das quais todas as outras são passíveis de ser fabricadas, o que é falso.

A principal diferença entre um corpo azul (iluminado por luz branca) e uma fonte emissora azul é de que o pigmento azul está a absorver o verde e o vermelho refletindo apenas azul enquanto que a fonte emissora de luz azul emite efetivamente apenas azul. Se o objeto fosse iluminado por essa luz ele continuaria a parecer azul. Mas, se pelo contrário, ele fosse iluminado por uma luz amarela (luz Vermelha + Verde) o corpo pareceria negro.


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