SERIGRAFIA E SIGN 2017

segunda-feira, 30 de abril de 2012

TECIDOS TÉCNICOS PARA SERIGRÁFIA


TIPOS DE TECIDOS

Os materiais constituintes dos fios de tecido serigráfico hoje podem ser: aço, bronze, níquel, nylon, fibra de carbono natural ou revestida, e poliéster natural ou metalizado, sendo fios geralmente sólidos e de diâmetro constante em pequenas tolerâncias.
Tecidos com fios multifilares podem ser empregados com algum prejuízo na qualidade da impressão.
Cada material tem características próprias que os tornam mais adequados para
algumas ou outras aplicações. Cada material pode ter também variações quanto à trama e tratamento que recebe durante a fabricação.



São parâmetros que interferem diretamente na impressão:

Diâmetro do fio;
Quantidade de fios por unidade;
Tipo de trama;
Calandragem;
Tensões admissíveis.

Existe para cada tipo de tecido uma quantidade mínima e máxima de tinta
depositáveis, variável com o ângulo e velocidade do rodo e a viscosidade da tinta.
Existem tecidos cujos fios são achatados (calandrados) na parte destinada ao contato com o rodo, para reduzir a quantidade de tinta depositada.

O primeiro fator que caracteriza um tecido é a quantidade de fios por unidade de medida considerada a malha.

O segundo fator para definir o tipo de tecido é o diâmetro dos fios utilizados. Tecidos com fios mais delgados permitem uma impressão melhor, embora sejam mais frágeis.
Tornando-se vários parâmetros dos tecidos, poderemos determinar o volume de tinta que um tecido é capaz de depositar.
Entretanto, a exatidão deste cálculo depende, além dos parâmetros do tecido, do comportamento da tinta e do modo de aplicar o rodo, e do modo como a tinta intera com o tecido na desmoldagem. Se considerarmos somente a área aberta da malha do tecido, teremos o conceito de um volume teórico mínimo.
Por outro lado, se considerarmos o volume contido em uma célula com medida igual a distância de um fio até o início do outro, (não a distância entre eles), e subtrairmos o volume ocupado pelos fios propriamente ditos, teremos o conceito de um volume teórico máximo.



TECIDOS DE MONOFILAMENTO PARA A SERIGRAFIA

O tecido de poliéster standard é o material ideal para a impressão serigráfica. Mediante o uso de técnicas de tecelagem precisas utilizando equipamentos modernos e um acabamento próprio para o uso na serigrafia se consegue uma qualidade de tecido excelente.
Os tecidos de poliéster feitos com fios de poliéster de alta viscosidade são um
progresso em relação aos tecidos de poliéster standard.
A elasticidade reduzida do material aumenta ainda mais suas qualidades. Esses tecidos proporcionam um aumento na confiabilidade do processo, e permitem o uso de uma tensão significativamente mais alta, no caso de grandes tiragens e durante longos períodos de tempo.
Os tecidos de poliamida (nylon) apresentam uma resistência mecânica excepcional. Isto os torna altamente adequados para a impressão de pastas e tintas abrasivas (tintas cerâmicas, tintas reflexivas). A alta elasticidade desse tecido torna mais fácil a impressão de superfícies irregulares (por exemplo, objetos). As películas da matriz e as emulsões aderem melhor aos tecidos de poliamida do que aos tecidos de poliéster normais.


PROPRIEDADES FÍSICAS DOS TECIDOS

Tecidos para impressões serigráficas com diferentes propriedades podem ser produzidos a partir do mesmo grupo de fibras, modificando-se o processo de fabricação da fibra e/ou do tecido.
Em qualquer aplicação serigráfica, as características de alongamento dos tecidos utilizados são cruciais.

As características de alongamento determinam:

Os procedimentos para aplicação das forças de tensão
A resistência da malha
A estabilidade da malha

As características de alongamento têm uma influência direta nas características de uso, tais como:

Registro e precisão da imagem impressa;
Comportamento do fora de contato;
Conformação com o objeto a ser impresso, o que é importante quando o
substrato possui uma superfície desigual ou irregular;
Seleção do tipo de tecido apropriado para as exigências dos parâmetros de
impressão.

TECIDO DE POLIAMIDA

Os tecidos de nylon foram os primeiros monofilamentos de fibras químicas mais duradouros a serem usados na serigrafia. Embora sendo uma tecnologia relativamente velha, os tecidos de nylon ainda são viáveis em determinadas áreas da indústria serigráfica, graças às suas propriedades:

Boa durabilidade mecânica
Boa resistência à abrasão
Boas propriedades de tensão superficial
Alta elasticidade relativa


TECIDOS DE POLIÉSTER

Substrato de matriz clássico usado na serigrafia. Se manuseado corretamente, pode ser utilizado em várias aplicações.

Propriedades:
Baixo alongamento;
Alta durabilidade mecânica e resistência à substância química;
Superfície de fibras lisas;
Resistente a mudanças climáticas (umidade / temperatura).

Benefícios:
Bom comportamento à tensão;
Bom comportamento do fora de contato;
Boa exatidão do registro;
Alta resistência a tiragens longas;
Recuperação e características de reuso boas;
Ótima penetração de tinta;
Passagem de tinta rápida para impressão em alta velocidade;
Boa reprodução de detalhes;
Boa estabilidade dimensional;
Secagem rápida após a limpeza, o emulsionamento e revelação.


TECIDO DE POLIÉSTER MODIFICADO “ALTO MÓDULO”

Tecido de monofilamento de poliéster de alongamento reduzido, também conhecido como "tecido de alto módulo". É diferenciado do tecido de poliéster regular devido ao seu baixo alongamento e a sua alta estabilidade dimensional.

Propriedades:
Alongamento muito baixo

Benefícios:
Capaz de resistir a altas tensões;
Boas características de levantamento e passagem de tinta, com um mínimo               do fora de contato;
Aumento na exatidão do registro;
Precisão consistente durante grades tiragens;
Redução modesta na tensão, durante o uso;
Vida útil maior.

Características de alongamento dos tecidos de poliéster:
Características de tensão/alongamento dos tecidos para serigrafia, a partir de
monofilamentos de fibras sintéticas.



As características de alongamento são vitais para o desempenho da matriz. Isto está ilustrado no diagrama de tensão e alongamento abaixo. O gráfico mostra a relação entre a força de tensão e o alongamento resultante do tecido, incluindo os valores de tensão e alongamento um pouco antes da amostra romper-se. Os testes de tensão são uma parte integrante do controle de qualidade das empresas, que utiliza equipamentos de teste da tensão sob condições controladas.


OUTROS TIPOS DE TECIDOS SERIGRÁFICOS

TECIDO CALANDRADO DE UM LADO

Os fios são achatados para tentar diminuir a espessura de tinta depositada na impressão. Esta redução ocorre efetivamente, mas é bom lembrar que os fios se alargam nos pontos achatados, diminuindo a área aberta do tecido podendo
comprometer a acutância da imagem e a uniformidade do depósito obtido.


  
TECIDOS METALIZADOS

Uma camada de níquel é depositada com o objetivo de enrijecer o tecido e melhorar a estabilidade dimensional. A presença de poeira em conjunto com umidade desintegra por oxidação a camada de níquel, bloqueando irremediavelmente áreas abertas da malha do tecido. Este tecido é, portanto, muito frágil.


TECIDO POLIÉSTER CARBONO

Tecidos plásticos podem atrair poeira por efeito de eletricidade estática sob o estêncil.
Na impressão de substratos condutivos isto não ocorre porque estes descarregam a eletricidade gerado pelo atrito com a matriz. Na impressão de plásticos, este tipo de tecido pode ser útil. Os fios de carbono não permitem o acúmulo de cargas eletrostáticas. Cabe como observação, o fato que os fios de carbono suportam valores de tração com limites diferentes dos de poliéster.


TECIDOS DE AÇO "TWILL WEAVE"(TW).

São tecidos tramados de dois em dois fios para tentar a obtenção de maiores depósitos de tinta. O maior depósito é obtido principalmente pela irregularidade de nivelamento dos fios (de aço) no tensionamento dos mesmos e não pela trama em si.
(Espessura de tecidos de aço> = 2x espessura dos fios).


NÃO TECIDOS DE NÍQUEL

A possibilidade de fabricação de telas metálicas diretamente da eletrodeposição permite obter malhas com maiores porcentagens abertas, maiores espessuras e controle mais exato de espessura a depositar.
Estes tecidos são projetados e produzidos especialmente para serigrafia, ao contrário de todas as telas para filtração usadas hoje.


TECIDOS HTLE.

São tecidos com fios e técnica de tecelagens especiais para suportar elevadas tensões iniciais de esticagem (High Tension Low Elongation). Alguns fabricantes utilizam fios de materiais co-extrudados para reunir o máximo de características na performance dos tecidos serigráficos.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

INCLINAÇÃO DAS RETÍCULAS



Para um perfeito efeito visual da quadricromia, os pontos das retículas relativas a cada cor, devem ter inclinações diferenciadas. As inclinações das cores dominantes, como cyan, magenta e preto, tem que estar pelo menos 30º distantes entre si. Como o amarelo não é uma cor dominante, deverá sempre estar paralelo aos fios do tecido.








Sugerimos as seguintes inclinações, para os diversos trabalhos:

a) Motivos muito escuros (profundidade) :

Amarelo:        0º
Magenta:       15º
Cyan:             75º
Preto:             45º

b) Motivos com amarelo e magenta dominantes
(tons de pele ou alaranjados):

Amarelo:        0º
Magenta:       45º
Cyan:             75º
Preto:             15º

c) Motivos com amarelo e cyan dominantes(tons de verde, azul ou turquesa):

Amarelo:        0º
Magenta:       15º
Cyan:             45º
Preto:             75º


Os melhores resultados para Angulações de retículas e Impressão de quadricromia

Como visão particular sobre o processo, acho que as melhores inclinações são 7,5º para Preto; 37,5º para Magenta, 67,5º para Cyan e 82,5º para o Amarelo. A ordem de impressão, embora possa variar de acordo com a intensidade tonal da  imagem, acredito que a melhor sequência seja: Magenta, Cyan, Preto e Amarelo. Faça alguns testes. Para alguns casos isto faça a diferença. 

domingo, 15 de abril de 2012

TONALIDADES MÁXIMAS E MÍNIMAS EM SERIGRAFIA


Por definição, tonalidade é a relação entre os pontos impressos e a área sem impressão, expresso em porcentagem. Abaixo de 40%, temos as áreas claras. Acima de 60%, as escuras. Para permitir a reprodução de todos os pontos, deve-se garantir que o menor ponto sempre tenha uma ancoragem firme nos fios da malha e que também estes fios não impeçam o fluxo da tinta pela menor área aberta. Para satisfazer estas exigências, os pontos mais finos (positivos ou negativos - mínimo ou máximo) devem ter seu diâmetro maior que a soma de 1 espaço entre fios (abertura da malha) mais 2 diâmetros de fio do tecido de impressão (fig. 2).
Recomendamos que para os fotolitos de quadricromia para serigrafia, sejam estabelecidos como tonalidade mínima 15% e como máxima 85%. Todavia, o mais eficaz é realizar testes, imprimindo uma escala de tonalidades crescentes (de 0 a 100%) e observando os valores reais para os pontos de máxima e mínima tonalidade, realmente impressos.




Fig. 2 e 3
Diâmetro do menor ponto é igual à soma de 1 espaço entre fios mais 2 diâmetros do tecido de impressão. Para pontos menores que este  limite,a impressão se torna crítica.


  
Percentual de Cobertura dos pontos da retícula


TABELA RELAÇÃO LINEATURA (L/cm) X PERCENTUAL DE COBERTURA (%)


sábado, 14 de abril de 2012

PASSO-A-PASSO: IMPRESSÃO EM BORRACHA DE EVA


Sandálias EVA ( Havaianas, Ipanema e outras marcas).


PASSO 01:

Para estampar em EVA é necessário realizar um tratamento superficial no material para a garantir a ancoragem da tinta Seriplast. Este tratamento é feito com o Halogênesis Primer PP.2500. 

PASSO 02: 

Deve-se preparar o Halogênesis com 97% do componente A e 3% do componente B (misturar manualmente até completa homogeneização). Fazer uma limpeza com álcool antes de receber o tratamento, caso o substrato possua alguma impureza no seu acabamento. 


PASSO 03: PASSO 04: PASSO 05: 

Esta preparação tem um pot-life de 2 a 3 horas. Aguardar de 20 a 30 minutos (secagem ao ar) Serigrafar com tela de 77 a 120 fios/cm.Aplicar com pincel ou esponja de forma uniforme antes de receber a tinta. 

Obs: Utilizar EPI's tinta Seriplast. espalhando por toda área que receberá a tinta durante todo este processo. 
Seriplast. 


PASSO 06: 

Deixar secar a tinta aplicada ao ar livre com temperatura ambiente. Sua completa cura é de 72 horas, para total evaporação do solvente. 

PASSO 07: 

Caso a borracha não seja igual dos chinelos havaianas, recomendamos aplicar o PP.1500 (Primer Promotor de Aderência) da mesma forma que foi aplicado o PP.2500. 

OBSERVAÇÃO:
Caso haja necessidade de ajuste de viscosidade na tinta Serilac, indicamos a diluição com Solvente Seriplast ou Retardador Seriplast de 5 a 10%, e catalisada com Catalisador Especial UR263 a 15%. Lembrando que após a catalisação, a tinta terá vida útil de 2 a 3 horas, de acordo com a variação climática. 

Caso não seja respeitado o processo do passo a passo, a qualidade e durabilidade da tinta aplicada poderá ser comprometido. 





Para maiores informações sobre os produtos relacionados acima, visite o site da Gênesis Tintas

domingo, 8 de abril de 2012

PASSO-A-PASSO: EFEITO ESFERA SINTÉTICA COM FOIL

Com a colaboração da Gênesis Tintas de São Paulo. Estamos iniciando hoje a série
passo-a-passo de impressão têxtil. Você vai aprender como imprimir efeitos incríveis em vestuário. Dr. Silk agradece ao Sr. Guilherme da Gênesis pela grande contribuição em disponibilizar o material aos nossos colaboradores do blog.


EFEITO ESFERA SINTÉTICA COM FOIL



PASSO 01:

Este efeito é realizado com a tinta Plastisol para Jeans ou Serisol, Esfera Sintética Incolor e Papel Foil Prata.

PASSO 02:

Primeiro estampar o Plastisol para Jeans Preto com uma tela de 44 fios/cm com emulsão relevo na tela. Aplicar 2 repiques.

PASSO 03:

Após aplicar o último repique, não fazer a pré-cura. A tinta precisa estar úmida para a fixação das esferas sintéticas.


PASSO 04:

Em seguida, jogar as esferas incolores por cima da estampa ainda úmida.

PASSO 05:

Observar se as esferas penetram bem no Plastisol
para garantir uma boa fixação.

PASSO 06:

Estufar a 180ºC por 2 minutos e logo em seguida colocar o Papel Foil por cima da estampa ainda quente.


PASSO 07: PASSO 08: PASSO 09:
Com a ajuda de um pano, esfregar o Papel Foil Deixar esfriar a peça antes de remover o Papel Foil. O efeito está pronto. Você pode usar a sua Prata na estampa com as esferas ainda quente. criatividade para outras combinações de cores. 



COLORIMETRIA


Colorimetria é a ciência da medida de cores que estuda e quantifica como o sistema visual humano percebe a cor, na tentativa de especificá-la numericamente de modo que:

- estímulos, com as mesmas especificações sob iguais condições, vistos por um observador com visão normal, são semelhantes.
- os números compreendidos nas especificações são funções contínuas dos parâmetros físicos que definem a energia espectral radiante do estímulo.

A cor é de grande importância em vários produtos industriais: matérias têxteis, tintas, plásticos, papéis, cerâmica, alimentos e etc. Dessa forma, a colorimetria é uma tecnologia utilizada em diversos setores industriais. No setor da serigrafia, por exemplo, é muito importante conhecer o significado das cores pois elas valorizaram o produto, obtendo controle colorimétrico de corantes e pigmentos e o desenvolvimento instrumental de formulações de cores.

LUMINOSIDADE, TONALIDADE E VIVACIDADE

a) Luminosidade (grau de claro ou escuro): é o atributo da percepção visual onde uma área parece emitir mais ou menos luz.

b) Tonalidade: é o atributo da percepção visual onde uma cor é percebida, como o vermelho, amarelo, verde, azul, púrpura, etc. Os brancos, pretos e tons de cinza não possuem tonalidade.

c) Vivacidade (saturação): é o atributo da percepção visual que indica o grau de pureza da cor. Quanto maior o grau, mais saturada ou vívida é a cor.



ESPECTRO DE CORES


 A luz consiste de energia que se propaga em comprimentos de onda. Os olhos são sensíveis a uma larga faixa de comprimentos de onda que vão aproximadamente de 350 a 750 nanômetros (bilionésima parte do metro).

O espectro visível representa apenas uma pequena fração do total do espectro eletromagnético. Dentro do espectro visível alguns comprimentos de onda produzem certas sensações visuais. Os comprimentos de onda mais baixos são percebidos como violetas ou azuis, já os de valores mais elevados emitem uma tonalidade avermelhada.


FORMULAÇÃO DAS CORES  


Para o serígrafo, não basta alcançar uma cor determinada uma única vez. É preciso garantir a reprodução dessa cor sempre que houver necessidade de uma nova produção. Isso se consegue através de uma fórmula que seja ao mesmo tempo fiel e facilmente compreensível. Contudo, há duas linguagens distintas para a formulação de cores: uma para o setor têxtil, baseada na medida de gramas/kg, e outra baseada em porcentagem (%) para formulação de tintas em geral.

Uma formulação bem feita é a garantia de reprodução de uma tinta sempre que necessário, devendo-se, portanto, ter o máximo de cuidado para se conseguir uma formulação facilmente compreensível.


TEORIA DAS CORES



A cor é um fenômeno óptico provocado pela ação de um feixe de fótons sobre células especializadas da retina, que transmitem através de informação pré-processada no nervo óptico, impressões para o sistema nervoso.

A cor de um material é determinada pelas médias de frequência dos pacotes de onda que as suas moléculas constituintes refletem. Um objeto terá determinada cor se não absorver justamente os raios correspondentes à freqüência daquela cor.

Assim, um objeto é vermelho se absorve preferencialmente as frequências fora do vermelho.

A cor é relacionada com os diferentes comprimento de onda do espectro eletromagnético. São percebidas pelas pessoas, em faixa específica (zona do visível), e por alguns animais através dos órgãos de visão, como uma sensação que nos permite diferenciar os objetos do espaço com maior precisão.

Considerando as cores como luz, a cor branca resulta da sobreposição de todas as cores, enquanto o preto é a ausência de luz. Uma luz branca pode ser decomposta em todas as cores (o espectro) por meio de um prisma . Na natureza , esta decomposição origina um arco-íris.


Mapa de cores. Observar que cada cor é sempre a intermediária entre as duas vizinhas e que diametralmente opostas estão as cores complementares

Quando se fala de cor, há que distinguir entre a cor obtida aditivamente (cor luz) ou a cor obtida substrativamente (cor pigmento).

No primeiro caso, chamado de sistema RGB, temos os objetos que emitem luz (monitores, televisão, Sol, etc.) em que a adição de diferentes comprimentos de onda das cores primárias de luz Vermelho + Azul (cobalto) + Verde = Branco.

No segundo sistema (subtrativo ou cor pigmento) iremos manchar uma superfície sem pigmentação (branca) misturando-lhe as cores secundárias da luz (também chamadas de primárias em artes plásticas); Ciano + Magenta + Amarelo.

Este sistema corresponde ao "CMY" das impressoras e serve para obter cor com pigmentos (tintas e objetos não emissores de luz). Subtraindo os três pigmentos temos uma matiz de cor muito escura, muitas vezes confundido com o preto.

O sistema "CMYK" é utilizado pela Indústria Gráfica nos diversos processo de impressão, como por exemplo: o Off-Set, e o processo Flexográfico, bastante usado na impressão de etiquetas e embalagens.

O "K" da sigla "CMYK" corresponde à cor "Preto" (em inglês, "Black"), sendo que as outras são:

C = Cyan (ciano)
M = Magenta
Y = Yellow (amarelo)
K = Black (preto)

Alguns estudiosos afirmam que a letra "K" é usada para o "Preto" ("Black") como referência a palavra "Key", que em inglês significa "Chave". O "Preto" é considerado como "cor chave" na Indústria Gráfica, uma vez que ele é usado para definir detalhes das imagens. Outros afirmam que a letra "K" da palavra "blacK" foi escolhida pois, a sigla "B" é usada pelo "Blue" = "Azul" do sistema RGB.

As cores primárias de luz são as mesmas secundárias de pigmento, tal como as secundárias de luz são as primárias de pigmento. As cores primárias de pigmento combinadas duas a duas, na mesma proporção, geram o seguinte resultado: magenta + amarelo = vermelho amarelo + ciano = verde ciano + magenta = azul cobalto

Focos de luz primária combinados dois a dois geram o seguinte resultado: azul cobalto + vermelho = magenta vermelho + verde = amarelo verde + azul cobalto = ciano.

Muitas vezes o amarelo, azul e vermelho são chamados de primários, o que é incorreto em ambos espaços de cor. Assim o que se chama azul primário corresponde ao ciano. O vermelho primário ao magenta e o amarelo Primário ao próprio amarelo. O uso de cores diferentes (azul , amarelo, vermelho) neste espaço de cor leva a que não seja possível fabricar todas as cores, e que no circulo das cores certos opostos estejam trocados.

Note-se ainda que antes da invenção do prisma e da divisão do espectro da luz branca (veja também difração), nada disto era conhecido, pelo que ainda hoje é ensinado nas nossas escolas que Amarelo/Azul/Vermelho são as cores primárias das quais todas as outras são passíveis de ser fabricadas, o que é falso.

A principal diferença entre um corpo azul (iluminado por luz branca) e uma fonte emissora azul é de que o pigmento azul está a absorver o verde e o vermelho refletindo apenas azul enquanto que a fonte emissora de luz azul emite efetivamente apenas azul. Se o objeto fosse iluminado por essa luz ele continuaria a parecer azul. Mas, se pelo contrário, ele fosse iluminado por uma luz amarela (luz Vermelha + Verde) o corpo pareceria negro.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

REGISTRO


Chamamos de registro, a exata localização das cores, uma em relação as outras.

FORMAS DE REGISTRO

Registro de máscara:

 É o menos recomendado, devido a baixa produtividade. É elaborado com a impressão do desenho da matriz sobre um substrato transparente e estável (poliéster ou acetato), fixado na lateral do tampo do dispositivo de impressão através de fita adesiva.
            Sobrepondo-se o substrato a ser impresso ao substrato que contem o desenho, inicia-se a impressão da segunda cor.


Registro por batente de encosto:

 É o mais recomendado para impressões de materiais planos com tinta a base de solvente. Elaborado com três pontos de encosto para melhor localização do substrato a imprimir. Os batentes são feitos com material rígido, preso na base do dispositivo de impressão como na figura a seguir, através de fita dupla-face. A espessura do batente deve ser igual ao do substrato a ser impresso.





        
  
Registro para impressões têxteis (à base de água):

Existem algumas maneiras de registrar as cores na impressão têxtil, como veremos à seguir no texto extraído da apostila do I Congresso Brasileiro de Estamparia Têxtil:

            “O registro na estamparia têxtil é feito por meio de encosto dos parafusos (chavetas) no trilho. A matriz deve ser encostada e segura para que, durante a estampagem não aconteça o “arraste”, efeito provocado pelo movimento da matriz durante a estampagem.Normalmente, nas matrizes de tamanho pequeno, o impressor auxilia o registro com uma das mãos enquanto que, com a outra, ele imprime. Já nas matrizes de formato grande, muitos utilizam recursos de auxílio de pressão por meio de um bastão, exercendo pressão na matriz do outro lado da mesa.
No caso de mesas de berços, o registro é ajudado com o apoio do corpo do próprio impressor. Em qualquer caso é importante que o impressor mantenha a matriz no registro preciso durante toda a estampagem.
Em mesas corridas tradicionais, o registro é obtido por dois movimentos: movimento de encosto das chavetas no trilho e, movimento de encosto da chaveta central no morcete. Nas mesas de berço o movimento é o mesmo, no entanto, no sentido contrário, pois os morcetes se encontram sobre os trilhos do lado de cima da mesa.”




                        

terça-feira, 3 de abril de 2012

CÁLCULO PRÁTICO PARA ESPESSURA DA LINHA



Existe uma maneira prática de se calcular aproximadamente a espessura de uma linha que pode ser impressa em serigrafia, dependendo do tipo do tecido.
Não levamos em consideração os valores limites estudados, nem as mudanças de dimensão ocasionadas por outros fatores, tais como método de emulsão, influências de condições climáticas, etc.
A espessura da linha que pode ser impressa com nitidez e sem cortes, pode ser calculada pela fórmula abaixo:

Wdt = (2d+mo) Ö2
          Mo

Onde:   Wdt      = espessura da linha
              Mo       = abertura da malha
              D         = diâmetro do fio


           


POSIÇÃO ANGULAR DA LINHA EM RELAÇÃO A DIREÇÃO DO FIO DA TELA DA MATRIZ

Os valores limite da espessura de linhas que podem ser impressas e a mudança de dimensão que ocorre é ainda influenciada pelo ângulo entre a linha e direção dos fios da tela.
Depois de numerosas experiências e medições em imagens impressas, o ângulo de 22,5 graus foi considerado como sendo o melhor para impressão de linhas finas.