SERIGRAFIA E SIGN 2017

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

PARA 2013 DR. SILK ESTA PREPARANDO UMA SURPRESA PARA VOCÊ

Olá! Amigos e Amigas do blog.

Em 2013 estaremos oferecendo um curso à distância de serigrafia básica, totalmente gratuito ,para o nosso querido público. O material didático esta sendo finalizado e estará disponível no blog a partir de janeiro de 2013.

O curso será composto de 3 módulos. O aluno após realizar sua inscrição no curso, irá receber o material em PDF, gratuitamente, através do e-mail cadastrado. No final do curso será submetido a uma avaliação, sendo aprovado, receberá o seu certificado de conclusão pelo correio.

O material estará disponível em português e inglês.

Para desenvolver este trabalho, Doutor Silk conta com a parceria de algumas empresas nacionais e internacionais, que abraçaram este projeto e estão apoiando essa iniciativa.

O projeto recebeu o nome de "Serigrafia para o mundo".
Além deste curso gratuito, Doutor Silk está preparando outras novidades para 2013. Aguardem!

Um abraço a todos e felicidades.
Doutor Silk

 

MONTE SUA MESA DE GRAVAÇÃO E COMECE LOGO A GRAVAR TELAS DE SERIGRAFIA.

 

Antes de darmos algumas dicas para você montar sua mesa de gravação de telas de silk screen,  precisamos entender alguns conceitos básicos da gravação de telas. Vamos lá!

Primeiro, precisamos entender como as imagens são gravadas nas telas. A tela é composta de uma moldura que pode ser de madeira ou outros materiais como alumínio ou ferro. As molduras de madeiras são as mais usadas devido ao baixo custo e a facilidade de ser usada para esticar os tecidos nelas. 

Estes tecidos são geralmente de poliéster ou nylon e podem ser encontrados em lojas de material de silk screen e são vendidos a metro linear. Todos os tecidos possuem uma numeração que correspondem ao número de fios que esse tecido tem em 1 cm/linear. Os tecidos mais abertos possuem numerações mais baixas como 44, 50, 55, 62 e 77 fios/cm.

Se você vai imprimir em material têxtil (tecidos, camisas, bermudas, etc) você terá que escolher uma numeração entre 44 à 77 fios/cm. Agora que você tem a moldura e o tecido basta esticá-lo na moldura, fixando o mesmo no quadro de madeira com ajuda de um grampeador de estofador. Uma vez esticado, a tela deve ser desengordurada lavando com sabão de cocô ou desengraxante próprio para esta finalidade, vendido nas lojas do ramo. Ponha para secar e proteja a tela de poeira até ser usada na gravação.

Você vai precisar de uma emulsão fotográfica e de sensibilizante, lembre-se, todos esses produtos devem ser adquiridos em lojas de silk screen. Quando você for comprar a emulsão deve escolher entre a emulsão hidrofoto (para tintas a base de água) e a plastifoto (para tintas a base de solvente). Porém, quando for prepará-las deve fazer isso num ambiente que tenha luz amarela de serviço.

Nunca prepare esta emulsão sob luz branca! A proporção é de 9 partes de emulsão para 1 parte de sensilizante, mexa bem estes produtos e deixe descaçar por aproximadamente 30 min, para eliminar bolhas de ar provocadas pela agitação. Não prepare muita emulsão pois sua vida útil é de aproximadamente  48 horas. 

Chegou a hora de aplicar a emulsão na tela limpa, com o auxilio de uma calha de acrílico, plástico, alumínio, etc. Comece aplicando uma camada pelo lado externo da tela e depois termine pelo lado interno. Para secar a tela com emulsão, utilize um ventilador, colocando a tela na posição horizontal com o lado externo voltado para baixo,sobre calços de madeira ou outro material . A tela estará seca quando sua aparência estiver fosca, coloque a tela de encontra a luz amarela para verificar a sua secagem. 

Se a tela apresentar pequenos furos, você precisa aplicar mais uma camada de emulsão pelo lado externo da tela. Estamos chegando ao grande momento da gravação. Mas pera ai! O que eu vou gravar? Escolha uma imagem a traço bem fácil para começar, com o tempo você poderá usar imagens mais complexas e com maior número de cores. Ah! Em tão no silk screen, cada cor a ser impressa deve corresponder a uma tela. Desta forma, quando vou imprimir por exemplo uma imagem com 3 cores, vou ter que gravar 3 telas. Isso mesmo!

Posteriormente, estarei postando um material especialmente elaborado para ajudar  você a preparar os filmes que serão usados na gravação das suas telas. Os filmes com as imagens a serem gravadas devem ser confeccionados com vegetal ou poliéster. 

Coloque o original preso sobre uma mesa com durex e sobre ele o vegetal ou poliéster e copie com uma caneta de nanquim a imagem. Como a imagem será gravada na tela? A tela já emulcionada depois de seca estará sensível a luz branca. Quando coloco o filme feito a nanquim junto com a tela para gravar na mesa de luz, as áreas negras do filme (grafismo) irão bloquear a passagem da luz, enquanto as áreas transparentes vão receber  ação da luz que irá polimerizar estas áreas, ou seja, vai endurecer esta camada de emulsão. Simples né! Depois de exposto à luz a tela deve ser lavada com jatos de água, para remoção da camada de emulsão que não endureceu. As telas podem ser gravadas em qualquer tipo de luz. 

Particularmente eu recomendo que você compre uma lâmpada halógena de 500 ou 1000 Watts, não esqueça de verificar a voltagem de sua residência antes de comprar a lâmpada (110 ou 220 Volts), esta lâmpada precisa de um refletor, o custo dela deve estar em torno de R$35,00. Prepare sua mesa com altura de aproximadamente 90 cm e coloque sobre sua base vazada um vidro de 6 mm transparente, colocando a lâmpada por baixo a uma distância de 60 cm do vidro. Geralmente esta mesa grava com um tempo de exposição de 2 minutos aproximadamente. 

Coloque sobre o vidro o filme com a imagem desenhada em nanquin e depois a tela emulcionada, em seu interior coloque uma flanela ou plástico preto e sobre ela uma placa plana de madeira, vidro, etc. Coloque agora, alguns pesos sobre esta placa para um perfeito contato na hora da gravação. Esses pesos podem ser feito com latas vazias de leite em pó ou achocolatados colocando um pouco de concreto no seu interior, se quiser sofisticar um pouco, poderá introduzir no seu interior uma alça de vergalhão, para facilitar o seu manuseio. Deixe exposto a luz por aproximadamente 2 min, a seguir revele com o auxílio de um jato de água, para remoção da camada que não endureceu na luz. Deixe secar e pronto. 

Verifique se existe algum retoque a fazer na tela, se for necessário utilize esmalte de unha para fazer os retoques, aplique uma fita crepe nas laterais interna da tela, para vedar e não deixar a tinta passar nessas áreas. Você agora poderá imprimir com o auxílio de tintas e rodos de borrachas. Se você seguir estas dicas, creio que vai dar tudo certo. Qualquer dúvida, estamos aqui! 

Se precisar de mais informações - email: doutorsilk@gmail.com.



sábado, 17 de novembro de 2012

IMPRESSÃO DE OBJETOS CILÍNDRICOS





Esta postagem trata da impressão de objetos cilíndricos como: canetas, copos, garrafas, baldes, etc.

Esse tipo de impressão requer uma impressora serigráfica cilíndrica específica que poderá ser manual, semi-automática ou totalmente automática.






A impressão de objetos cilíndricos necessita de uma tela com tecido mais flexível para estabelecer contato direto com as superfícies curvas. O tecido de poliamida (nylon) tem a elasticidade ideal para permitir um ajuste perfeito a vários objetos e superfícies moldadas.

Tecidos com lineaturas de 150 a 180 fios/cm devem ser escolhidos para este tipo de impressão. Não utilize tecidos mais abertos como o 120 fios/cm, muito usados em serigrafia com tintas a base de solventes. Esses tecidos depositam uma carga de tinta muito elevada para esta aplicação, comprometendo a resolução da imagem impressa.

As matrizes diretas (emulsão líquida) são frequentemente usadas para a impressão de objetos cilíndricos, uma vez que os filmes das matrizes indireta não possuem elasticidade suficiente para seguir o tecido à medida que se adapta ao formato do substrato. 

Na gravação das telas, procure utilizar os tecidos tingidos (amarelo) que proporcionam maior definição da imagem gravada. Não se esqueça de aplicar uma fina camada de emulsão na tela, para gravar a matriz. Telas com camadas de emulsão elevadas irão prejudicar a resolução da imagem impressa. Recomendo aplicar uma camada de emulsão externa e duas internas, isso será suficiente para estabelecer uma boa definição da imagem gravada. Prefira as emulsões fotopoliméricas, que possuem alta definição de imagem.

Os rodos para impressão de objetos arredondados são normalmente cortados com um chanfro simétrico, frequentemente denominado corte “V” ou rodo de corte “duplo”. Utilizem sempre rodos de poliuretanos de dureza média 70 ou 75 Shore A. O perfil do rodo deve estar sempre afiado, quando o perfil se desgasta, a impressão começa a perder qualidade, neste momento é hora de substituir o rodo por um novo.




O rodo impressor de perfil chanfrado duplo deve ser posicionado no centro do objeto a ser impresso. Neste tipo de impressão o rodo fica sempre fixo no equipamento, a tela será movimentada de encontro ao objeto a ser impresso, realizando a impressão.



A tinta utilizada deve estar na viscosidade adequada para este tipo de impressão, ou seja, quando utilizamos tintas à base de solvente (resina vinílica) para imprimir, é normal que com o decorrer do trabalho a tinta seque sobre a tela, obrigando o impressor a interromper o trabalho para poder desobstruir  essas áreas com solvente vinílico. No entanto, se precisar diluir a tinta, utilize um solvente retardador que  possui a propriedade de retardar o tempo secagem da tinta na tela, aumentando a sua produtividade. Desta forma, você estará diluindo e retardando a tinta simultaneamente.

Durante a impressão você deve cobrir primeiro com o rodo a  área de grafismo com tinta antes de imprimir. Desta forma você terá uma imagem impressa uniforme e sem falhas. Quando completar a impressão, cubra novamente a área, evitando o entupimento da área de passagem da tinta. Lógico, isso deve ocorrer sempre que você trabalhar com tintas a base de solvente.

Alguns tipos equipamentos são capazes de imprimir mais de uma cor. Para isso, são dotados de dispositivos de registros que se encaixam em substratos cilíndricos, que possuem em sua base, uma marcação em baixo relevo (fêmea), onde se encaixa o registro macho da máquina, responsável pelo registro exato  das cores.



Para imprimir objetos cilíndricos flexíveis, existem equipamentos de impressão com dispositivos de alimentação com ar comprimido, que através de ferramentas apropriadas se encaixam nos substratos, fornecendo ar comprimido para o interior do frasco ou garrafa, tornando-o rígido para podermos realizar  a impressão serigráfica.





sábado, 3 de novembro de 2012

TIPOS DE LÂMPADAS



POSIÇÃO ESPECTRAL CORRETA

A luz comporta-se como um trem de ondas geradas num campo eletromagnético, propagando-se uniformemente em todas as direções a partir da fonte geradora. A distância de uma onda até outra é chamado de comprimento de onda, cuja medição é o nanômetro (nm). A extensão de luz visível fica entre 380 a 780 nanômetros. Comprimentos de ondas diferentes apresentam impressões de cores diferentes (vermelho via alaranjado, amarelo, verde e azul até o violeta). A combinação de comprimentos de onda das diferentes cores do espectro determinam o índice de reprodução de cores da fonte luminosa com esquema colorido.

Cores do espectro visível
Cor
Comprimento de onda
Freqüência
~ 625-780 nm
~ 480-405 THz
~ 590-625 nm
~ 510-480 THz
~ 565-590 nm
~ 530-510 THz
~ 500-565 nm
~ 600-530 THz
~ 485-500 nm
~ 620-600 THz
~ 440-485 nm
~ 680-620 THz
~ 380-440 nm
~ 790-680 THz

A posição espectral de uma lâmpada é determinada pelo tipo de irradiação que essa lâmpada emite. Para ação sobre as camadas fotosensíveis, devido ao tipo de sensibilidade dos sensibilizantes, a posição espectral correta é a que vai de 390 a 450 nm, entre os azuis e os violetas.


TEMPERATURA DE COR

Expressa a aparência de cor da luz emitida pela fonte de luz. A sua unidade de medida é o Kelvin (K). Quanto mais alta a temperatura de cor, mais clara é a tonalidade de cor da luz. Quando falamos em luz quente ou fria, não estamos a referirmo-nos ao calor físico da lâmpada, mas sim à tonalidade de cor que ela apresenta ao ambiente. 


 CUSTO VIÁVEL

A grande maioria dos serígrafos se defronta com os problemas de custo quando falamos de uma fonte de luz ideal. Na realidade, esses problemas de custos são ocasionados pela falta de conhecimentos dos diferentes tipos de lâmpadas, suas características e suas aplicações.

Podemos analisar o custo das lâmpadas por um determinado prisma que impossibilita a muitos serígrafos a aquisição desses equipamentos. Podemos citar, como exemplo, a fonte de luz mais moderna e eficiente encontrada hoje no mercado serigráfico brasileiro, a fonte halogêneo metálico. 

Esse tipo de fonte de luz apresenta um custo muito elevado, entretanto, é uma fonte de luz que apresenta uma série de características de funcionamento que justificam o seu preço. Agora, como fará o pequeno serígrafo que não dispõe desse capital? É evidente que com outras fontes de luz o serígrafo não poderá contar com os recursos de uma fonte de luz como a que citamos anteriormente, entretanto, poderá optar por outras lâmpadas sem os mesmos recursos com excelentes resultados de confecção de matrizes (matrizes perfeitas).


COMO IDENTIFICÁ-LA?

Para que saibamos como identificar a fonte de luz para nossas matrizes serigráficas é importante conhecer o funcionamento dos diferentes tipos de lâmpadas e com isso poder escolher a melhor pelo menor custo.


LÂMPADAS

As lâmpadas dividem-se essencialmente em dois grandes grupos: lâmpadas de incandescência e lâmpadas de descarga.

São vários os tipos de lâmpadas fabricadas para diferentes fins de iluminação e fins técnicos. As principais são:

1)      LÂMPADAS INCASDESCENTES

Constituem-se da luz artificial mais comum. Cada lâmpada consta de um filamento suspenso em uma ampola de vidro (bulbo). O filamento é levado à incandescência pela passagem de corrente elétrica. Sua oxidação é evitada pela presença de gás inerte ou vácuo, dentro do bulbo que contém o filamento. O filamento se esquenta pela corrente elétrica até que alcança a máxima temperatura e se põe incandescente.

A luz emitida se mantém muito constante, exceto algumas flutuações de intensidade e distribuição espectral devido à variação na corrente e a perda gradual da capacidade da lâmpada com o transcurso de tempo.

Dentre as lâmpadas incandescentes podemos destacar alguns tipos:

1.1)  LÂMPADA INCANDESCENTE COMUM  

     É o tipo de lâmpada de iluminação comum. Não deve ser aplicada em emulsões fotosensíveis, pois sua posição espectral é muito pobre em radiações ultra-violeta, por melhor que seja seu rendimento luminoso.
É importante que o serígrafo entenda que não basta a fonte de luz possuir um fluxo luminoso muito grande se não possuir uma posição espectral dentro das radiações ultra-violeta. Dessa forma, não adiantará usar uma lâmpada incandescente comum de 500 Watts que ela não irá resolver os problemas de qualidade de matriz.


1.2)  LÂMPADA FOTO FLOOD

     Foto flood ou lâmpada super voltada, à qual se aplica uma voltagem superior ao que lhe corresponderia para que tivesse uma duração grande. Como conseqüência o filamento trabalha a uma temperatura e emite uma luz excepcionalmente intensa. Não querendo dizer com isso que sua posição espectral seja a melhor. A duração, devido à super voltagem, resulta muito reduzida. 

    Existem lâmpadas com diferentes tempos de vida; 20 horas, 30 horas, etc., dependendo do fabricante da mesma. São lâmpadas que tem uma posição espectral azul, correspondendo a uma temperatura de cor de 3.400 K.


1.3)  LÂMPADA HALÓGENA
  
   Esta fonte de luz, denominada geralmente iodo-quartzo ou iodo-tungstênio, é basicamente uma lâmpada de incandescência com uma duração de 1.000 horas. Seu filamento de tungstênio não está contido em uma ampola de vidro a vácuo e sim está rodeado por um tubo de quartzo; sílica, combinação do silício com o oxigênio.

    Deste modo o filamento pode trabalhar a uma temperatura muito mais elevada. Mesmo a luz emitida tendo a mesma característica que a da lâmpada incandescente comum. Em primeiro lugar, a ação interna da lâmpada melhora a emissão, tanto para a temperatura de cor 3.000 K como para a intensidade luminosa. Segundo, é uma luz eficaz e econômica, pois sua duração é mais longa.

 Pode ser empregada em confecção de matrizes serigráficas com resultados satisfatórios, entretanto não atingindo o máximo de qualidade, pois sua posição espectral não atinge com precisão os raios ultra-violeta. É uma lâmpada considerada em termos práticos quase igual à foto-flood nos casos de matrizes serigráficas, entretanto, não deverá ser aplicada para emulsões diazóicas e fotopoliméricas que exigem uma radiação ultra-violeta pura.



2)      LÂMPADA FLUORESCENTE

 É o tipo de lâmpada que se baseia no princípio de descarga. Trata-se de um tubo de vidro com gás e uma pequena quantidade de  vapor de mercúrio. Ao passar a corrente, o vapor emite radiações ultra-violeta que excitam as substâncias fosforescentes que cobrem a parede interior do tubo. Essas lâmpadas também são chamadas de vapor de mercúrio de baixa pressão.

 A fosforescência produzida converte as radiações invisíveis ultra-violeta em luz visível, cuja posição espectral depende da substância fosforescente empregada. Neste caso, a composição espectral não é uma emissão de ultra-violeta suficiente para atingir a sensibilidade total dos sensibilizantes empregados nas emulsões serigráficas.

 Mesmo tendo um fluxo luminoso bom, a luz fluorescente não apresenta os melhores resultados na confecção de matrizes.





  
3)      LÂMPADA VAPOR DE MERCÚRIO

Esta consiste em um tubo de vidro com mercúrio em seu interior e um eletrodo em cada extremo. Ao acender a lâmpada, a corrente que passa de um eletrodo ao outro vaporiza o mercúrio. Este vapor emite uma radiação cujo espectro está nas radiações ultra-violeta.

Apesar de ser uma fonte rica em raios ultra-violeta possui o inconveniente de tempos de exposição mais prolongados comparada a outras fontes mais modernas, como é o caso das halogêneas metálicas.  

Também requerem um período de aquecimento antes de alcançar a mesma eficácia, misturado a isso, a lâmpada não pode ser acesa pela segunda vez até que não esteja fria de tudo. São lâmpadas de descarga que necessitam de reatores especiais para seu funcionamento.



4)      LÂMPADA DE HALOGÊNEO METÁLICA

A constituição das lâmpadas de halogêneo metálico é similar às de vapor de mercúrio de alta pressão. O recipiente do tubo de descarga é também de cristal de quartzo de forma tubular, com um eletrodo em cada extremo, no qual se deposita um material emissivo de elétrons, geralmente óxido de tório.

São lâmpadas que em si são de vapor de mercúrio a alta pressão com a particularidade de conter, além do mercúrio, halógenos de terras raras, olmio e túlio, conseguindo-se com eles rendimentos luminosos mais elevados.

Essas lâmpadas pelas suas características, são ideais para gravação de matrizes com emulsões diazóicas e fotopoliméricas.  O único inconveniente, é o seu elevado custo. Pois além do elevado custo da lâmpada, temos também, o custo dos demais componentes elétricos que são necessários para o seu funcionamento (reatores, transformadores, capacitores, reles, etc)






5)      LÂMPADA VAPOR DE MERCÚRIO DE ALTA PRESSÃO

São lâmpadas com posição espectral definida nas radiações ultra-violeta . É uma fonte que também pode ser considerada ideal para camadas fotosensíveis.

Não podemos confundir a lâmpada de vapor de mercúrio com as lâmpadas de vapor de mercúrio mistas, que nesse caso, são lâmpadas de descarga e incandescentes ao mesmo tempo, por isso, são chamadas de mistas. A luz mista não é apropriada para camadas fotosensíveis. 

A lâmpada de vapor de mercúrio ideal é aquela com bulbo transparente, pois as de bulbo branco são lâmpadas em que o vidro foi revestido com produtos para filtrar os raios ultravioletas e aumentar o rendimento luminoso. No caso de matrizes serigráficas necessitamos exatamente dos raios ultra-violeta puros que essa fonte produz quando tem bulbo transparente.


                

6)      LÂMPADA XENON

Neste caso, o meio interno, onde se produz a descarga elétrica, é de gás xenônio, sendo que a cor da luz produzida coincide com a luz do dia. Em alguns casos, a fonte de luz consta de um tubo helicoidal de vidro puro, com duas a seis espirais.
São lâmpadas ricas em emissão ultra-violeta. Podem ser usadas para gravação de emulsões diazóicas e fotopoliméricas, conferindo alta qualidade na resolução das áreas de grafismo das telas serigráficas.



7)      LÂMPADA VAPOR DE MERCÚRIO MISTA

Estas lâmpadas, ao mesmo tempo incandescentes e a vapor de mercúrio, são constituídas de um tubo descarga de mercúrio, ligada em série com um filamento de tungstênio. Este filamento, além de funcionar como fonte de luz, age como resistência, limitando a corrente elétrica da lâmpada.

Tem duas grandes vantagens sobre as lâmpadas de vapor de mercúrio comum. Não necessitam de reator e podem ser aplicadas simplesmente sem necessitar de adaptação.

No início do funcionamento é acesso o filamento incandescente e aos poucos o mercúrio é vaporizado, iniciando-se o processo da iluminação por meio do vapor de mercúrio. A luz possui uma coloração branco-azulada, agradável a visão e de ampla aplicação em iluminações externas. podendo ser usada na gravação de matrizes serigráficas.





8)      LÂMPADA VAPOR DE SÓDIO

Tal como as lâmpadas de vapor de mercúrio, também utiliza o princípio da descarga através do vapor de sódio. Essa lâmpada é mais usada na iluminação de auto-estradas, aeroportos, portos e outros espaços públicos onde a acuidade visual seja muito importante, mas onde não haja necessidade de conseguir distinguir com perfeição as diferentes cores.
Essas lâmpadas emitem luz na cor alaranjada dourada. Portanto, não devem ser usada para gravação de matrizes serigráficas.






VIDA ÚTIL DAS LÂMPADAS
TIPO
TEMPERATURA DE COR
HORAS
INCANDESCENTE
2.700 K
1.000
FLUORESCENTE
4.000 K
8.000
FOTOFLOOD
3.400 K
 60
HALÓGENA
3.000 K
1.000
VAPOR DE SÓDIO
2.200 K
24.000
VAPOR DE MERCÚRIO
5.000 K
10.000
VAPOR DE MERCÚRIO DE ALTA PRESSÃO
5.500 K
1.000
HALOGÊNEO METÁLICA
6.000 K
1.000
VAPOR DE MERCÚRIO MISTA
4.000 K
7.000
 



QUAL A MELHOR E COMO ADQUIRÍ-LAS?

Antes de analisarmos uma a uma é importante esclarecer quais os problemas que as lâmpadas que não possuem radiações ultra-violeta podem apresentar nas matrizes serigráficas.

Tomando como princípio que a radiação ultra-violeta proporciona à matriz serigráfica resistência perfeita e corte exato (definição) podemos concluir que a ausência dessa radiação ultra-violeta causa efeitos contrários, como é o caso de: pouca resistência, pouca definição, perda de detalhes e, fatalmente, trabalhos com pouca qualidade.

Com a exposição da emulsão a raios comuns, não acontece a reação química com precisão, o endurecimento da emulsão fica fraco ou excessivo. Dessa forma, pouca exposição deixará a emulsão pegajosa e sem resistência, provocando os problemas de escorrimento (velatura) nas áreas não desejadas. 

Muita exposição para fazer com que as radiações da luz atinjam toda a extensão da emulsão provocará endurecimento excessivo ocasionando perda de detalhes e da definição dos traços. Para obter traços perfeitamente definidos e emulsão perfeitamente resistente é necessária a utilização de lâmpadas com emissão de raios ultra-violeta.

As emulsões mais modernas com fotopolímero e diazo só devem ser expostas com fonte de luz rica em luz ultra-violeta (350 a 450 nm). As lâmpadas de: vapor de mercúrio de alta pressão, halogêneo metálicas e xenon são as mais recomendadas. Porém, são as que exigem maior investimento por parte dos serígrafos.


ONDE ADQUIRÍ-LAS?

As fontes de luz mais difíceis de serem encontradas no mercado comum são as fontes com características técnicas mais definidas como é o caso das halogêneo metálicas, xenon, entretanto são fontes encontradas em empresas distribuidoras de lâmpadas especiais nacionais e importadas. 

As lâmpadas fotoflood da GE são comercializadas em lojas de revenda de material serigráfico. Já as outras lâmpadas podem ser encontradas e procuradas em lojas especializadas em materiais elétricos pela mesma denominação usada nesta postagem.

Antes de utilizar qualquer tipo de luz, é importante avaliar sua potência, voltagem e condições de uso, para não incorrer em problemas futuros, pois a maioria das lâmpadas que podem ser usadas nas emulsões serigráficas para obtenção de qualidade não são lâmpadas baratas.