SERIGRAFIA E SIGN 2017

domingo, 4 de dezembro de 2011

O NOME DAS CORES


Muitos dos que trabalham e mexem com tintas, provas, acer­to de cores, já devem ter se perguntado porque o vermelho se chama vermelho, amarelo de amarelo e assim por diante com as demais cores.

Quem inventou esses nomes?

Bem, perdeu-se ao longo dos séculos e está intimamente li­gado ao estudo filológico das línguas.
A origem desses nomes remonta, na sua estrutura, do grego, do latim e do árabe, dando origem às línguas latinas, das quais o português é um dos ramos (língua falada "oficialmente" no Brasil desde 1808).
A língua portuguesa formou-se na,Península Ibérica (Espa­nha, França e Portugal). 0 homem, naquele tempo, designava as cores conforme o que enxergava à sua frente, com símbolos que lhes fossem familiares.

Dessa maneira, a origem dos nomes das cores é conforme se segue:

·  Amarelo - vem do árabe antigo Amirahah, ou homem amarelo, numa alusão aos orientais.
·  Vermelho - do latim Vermiculu, cor do sangue.
·  Azul - do árabe antigo Azulaih, cor dos céus.
·  Violeta - do latim Viola, a flor violeta é a única da família
dos vegetais com essa cor.
·  Branco - de origem anglo-saxônica (alemã), Blanck ou Blank, a neve no pico das montanhas.
·  Negro - do latim Nigrus ou homem negro.

Mas os colegas das áreas de impressão, Pré-impressão e Desktop Publishing perguntarão como surgiu e por que a desig­nação CMYK.
No final dos anos 50, surgiram os primeiros scanners e com­putadores. Como eram equipamentos modernos, rápidos, trouxe­ram também a necessidade de uma terminologia para as cores, que fosse entendida por todos e o que é mais importante, "em todo o mundo". Era o início da globalização da informação.
Para que se tenha uma idéia, o CYAN era, conforme a língua, azul esverdeado, azul-esmeralda, ou ainda, azul-mediterrâneo.
O MAGENTA, era conhecido como púrpura, vermelho pur­purado, rosa-sangue, vermelho azulado, carmim ou carmezim­escuro.
Na Dupra de 1960, Feira de Artes Gráficas da Alemanha, ficou estabelecido que teria um concurso internacional aberto a todos os países que quisessem enviar sugestões em suas línguas nativas para os nomes das cores. Porém, a palavra ou sinônimo para a cor deveria seguir com um estudo filológico1 e histórico do termo, sua origem e o porquê do nome.
O Brasil, em 1959, mandou por intermédio da ABTG nomes em tupi-guarani, seguido da Argentina e Paraguai, em guarani, e dos Estados Unidos, que enviaram em língua cherokee para as três cores primárias, e para o preto, a denominação black (escolhida em homenagem ao movimento negro americano).

Após dias de leitura e análise, em comissão aberta, prevale­ceram as quatro palavras:

Cyan - De origem grega Kyanós (em português Ciano), que significa o azul esverdeado da costa dos mares da Grécia, palavra citada em vários poemas gregos e na história de Ulisses.

       Magenta - De origem italiana, magenta que é a mistura do sangue humano com a neve. Teve origem em um poema em que a última estrofe dizia: "...e todos os campos ficaram cobertos de magenta". Em 4 de junho de 1859, houve uma batalha sangrenta2 entre franceses e austríacos, da qual praticamente não houve vito­riosos, os corpos ensanguentados dos soldados mortos misturados à neve e sob o reflexo do sol, apresentavam a cor retratada no poema.

Yellow - De origem inglesa (amarelo para nós). A cor mais presente na natureza e a que se mistura com a maior quantidade de outras cores. Prevaleceu, também, pela facilidade da pronún­cia, e pela influência do inglês que começava a predominar (1960).

Black - De origem inglesa-americana (preto para o por­tuguês). Como o amarelo, prevaleceu pela facilidade da pronún­cia, influência da língua naqueles anos, e como homenagem ao movimento negro americano, que já, então, arrebatava grandes e apaixonadas opiniões mundiais, tendo à frente o seu lider Martin Luther King Jr.

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