sábado, 3 de novembro de 2012

TIPOS DE LÂMPADAS



POSIÇÃO ESPECTRAL CORRETA

A luz comporta-se como um trem de ondas geradas num campo eletromagnético, propagando-se uniformemente em todas as direções a partir da fonte geradora. A distância de uma onda até outra é chamado de comprimento de onda, cuja medição é o nanômetro (nm). A extensão de luz visível fica entre 380 a 780 nanômetros. Comprimentos de ondas diferentes apresentam impressões de cores diferentes (vermelho via alaranjado, amarelo, verde e azul até o violeta). A combinação de comprimentos de onda das diferentes cores do espectro determinam o índice de reprodução de cores da fonte luminosa com esquema colorido.

Cores do espectro visível
Cor
Comprimento de onda
Freqüência
~ 625-780 nm
~ 480-405 THz
~ 590-625 nm
~ 510-480 THz
~ 565-590 nm
~ 530-510 THz
~ 500-565 nm
~ 600-530 THz
~ 485-500 nm
~ 620-600 THz
~ 440-485 nm
~ 680-620 THz
~ 380-440 nm
~ 790-680 THz

A posição espectral de uma lâmpada é determinada pelo tipo de irradiação que essa lâmpada emite. Para ação sobre as camadas fotosensíveis, devido ao tipo de sensibilidade dos sensibilizantes, a posição espectral correta é a que vai de 390 a 450 nm, entre os azuis e os violetas.


TEMPERATURA DE COR

Expressa a aparência de cor da luz emitida pela fonte de luz. A sua unidade de medida é o Kelvin (K). Quanto mais alta a temperatura de cor, mais clara é a tonalidade de cor da luz. Quando falamos em luz quente ou fria, não estamos a referirmo-nos ao calor físico da lâmpada, mas sim à tonalidade de cor que ela apresenta ao ambiente. 


 CUSTO VIÁVEL

A grande maioria dos serígrafos se defronta com os problemas de custo quando falamos de uma fonte de luz ideal. Na realidade, esses problemas de custos são ocasionados pela falta de conhecimentos dos diferentes tipos de lâmpadas, suas características e suas aplicações.

Podemos analisar o custo das lâmpadas por um determinado prisma que impossibilita a muitos serígrafos a aquisição desses equipamentos. Podemos citar, como exemplo, a fonte de luz mais moderna e eficiente encontrada hoje no mercado serigráfico brasileiro, a fonte halogêneo metálico. 

Esse tipo de fonte de luz apresenta um custo muito elevado, entretanto, é uma fonte de luz que apresenta uma série de características de funcionamento que justificam o seu preço. Agora, como fará o pequeno serígrafo que não dispõe desse capital? É evidente que com outras fontes de luz o serígrafo não poderá contar com os recursos de uma fonte de luz como a que citamos anteriormente, entretanto, poderá optar por outras lâmpadas sem os mesmos recursos com excelentes resultados de confecção de matrizes (matrizes perfeitas).


COMO IDENTIFICÁ-LA?

Para que saibamos como identificar a fonte de luz para nossas matrizes serigráficas é importante conhecer o funcionamento dos diferentes tipos de lâmpadas e com isso poder escolher a melhor pelo menor custo.


LÂMPADAS

As lâmpadas dividem-se essencialmente em dois grandes grupos: lâmpadas de incandescência e lâmpadas de descarga.

São vários os tipos de lâmpadas fabricadas para diferentes fins de iluminação e fins técnicos. As principais são:

1)      LÂMPADAS INCASDESCENTES

Constituem-se da luz artificial mais comum. Cada lâmpada consta de um filamento suspenso em uma ampola de vidro (bulbo). O filamento é levado à incandescência pela passagem de corrente elétrica. Sua oxidação é evitada pela presença de gás inerte ou vácuo, dentro do bulbo que contém o filamento. O filamento se esquenta pela corrente elétrica até que alcança a máxima temperatura e se põe incandescente.

A luz emitida se mantém muito constante, exceto algumas flutuações de intensidade e distribuição espectral devido à variação na corrente e a perda gradual da capacidade da lâmpada com o transcurso de tempo.

Dentre as lâmpadas incandescentes podemos destacar alguns tipos:

1.1)  LÂMPADA INCANDESCENTE COMUM  

     É o tipo de lâmpada de iluminação comum. Não deve ser aplicada em emulsões fotosensíveis, pois sua posição espectral é muito pobre em radiações ultra-violeta, por melhor que seja seu rendimento luminoso.
É importante que o serígrafo entenda que não basta a fonte de luz possuir um fluxo luminoso muito grande se não possuir uma posição espectral dentro das radiações ultra-violeta. Dessa forma, não adiantará usar uma lâmpada incandescente comum de 500 Watts que ela não irá resolver os problemas de qualidade de matriz.


1.2)  LÂMPADA FOTO FLOOD

     Foto flood ou lâmpada super voltada, à qual se aplica uma voltagem superior ao que lhe corresponderia para que tivesse uma duração grande. Como conseqüência o filamento trabalha a uma temperatura e emite uma luz excepcionalmente intensa. Não querendo dizer com isso que sua posição espectral seja a melhor. A duração, devido à super voltagem, resulta muito reduzida. 

    Existem lâmpadas com diferentes tempos de vida; 20 horas, 30 horas, etc., dependendo do fabricante da mesma. São lâmpadas que tem uma posição espectral azul, correspondendo a uma temperatura de cor de 3.400 K.


1.3)  LÂMPADA HALÓGENA
  
   Esta fonte de luz, denominada geralmente iodo-quartzo ou iodo-tungstênio, é basicamente uma lâmpada de incandescência com uma duração de 1.000 horas. Seu filamento de tungstênio não está contido em uma ampola de vidro a vácuo e sim está rodeado por um tubo de quartzo; sílica, combinação do silício com o oxigênio.

    Deste modo o filamento pode trabalhar a uma temperatura muito mais elevada. Mesmo a luz emitida tendo a mesma característica que a da lâmpada incandescente comum. Em primeiro lugar, a ação interna da lâmpada melhora a emissão, tanto para a temperatura de cor 3.000 K como para a intensidade luminosa. Segundo, é uma luz eficaz e econômica, pois sua duração é mais longa.

 Pode ser empregada em confecção de matrizes serigráficas com resultados satisfatórios, entretanto não atingindo o máximo de qualidade, pois sua posição espectral não atinge com precisão os raios ultra-violeta. É uma lâmpada considerada em termos práticos quase igual à foto-flood nos casos de matrizes serigráficas, entretanto, não deverá ser aplicada para emulsões diazóicas e fotopoliméricas que exigem uma radiação ultra-violeta pura.



2)      LÂMPADA FLUORESCENTE

 É o tipo de lâmpada que se baseia no princípio de descarga. Trata-se de um tubo de vidro com gás e uma pequena quantidade de  vapor de mercúrio. Ao passar a corrente, o vapor emite radiações ultra-violeta que excitam as substâncias fosforescentes que cobrem a parede interior do tubo. Essas lâmpadas também são chamadas de vapor de mercúrio de baixa pressão.

 A fosforescência produzida converte as radiações invisíveis ultra-violeta em luz visível, cuja posição espectral depende da substância fosforescente empregada. Neste caso, a composição espectral não é uma emissão de ultra-violeta suficiente para atingir a sensibilidade total dos sensibilizantes empregados nas emulsões serigráficas.

 Mesmo tendo um fluxo luminoso bom, a luz fluorescente não apresenta os melhores resultados na confecção de matrizes.





  
3)      LÂMPADA VAPOR DE MERCÚRIO

Esta consiste em um tubo de vidro com mercúrio em seu interior e um eletrodo em cada extremo. Ao acender a lâmpada, a corrente que passa de um eletrodo ao outro vaporiza o mercúrio. Este vapor emite uma radiação cujo espectro está nas radiações ultra-violeta.

Apesar de ser uma fonte rica em raios ultra-violeta possui o inconveniente de tempos de exposição mais prolongados comparada a outras fontes mais modernas, como é o caso das halogêneas metálicas.  

Também requerem um período de aquecimento antes de alcançar a mesma eficácia, misturado a isso, a lâmpada não pode ser acesa pela segunda vez até que não esteja fria de tudo. São lâmpadas de descarga que necessitam de reatores especiais para seu funcionamento.



4)      LÂMPADA DE HALOGÊNEO METÁLICA

A constituição das lâmpadas de halogêneo metálico é similar às de vapor de mercúrio de alta pressão. O recipiente do tubo de descarga é também de cristal de quartzo de forma tubular, com um eletrodo em cada extremo, no qual se deposita um material emissivo de elétrons, geralmente óxido de tório.

São lâmpadas que em si são de vapor de mercúrio a alta pressão com a particularidade de conter, além do mercúrio, halógenos de terras raras, olmio e túlio, conseguindo-se com eles rendimentos luminosos mais elevados.

Essas lâmpadas pelas suas características, são ideais para gravação de matrizes com emulsões diazóicas e fotopoliméricas.  O único inconveniente, é o seu elevado custo. Pois além do elevado custo da lâmpada, temos também, o custo dos demais componentes elétricos que são necessários para o seu funcionamento (reatores, transformadores, capacitores, reles, etc)






5)      LÂMPADA VAPOR DE MERCÚRIO DE ALTA PRESSÃO

São lâmpadas com posição espectral definida nas radiações ultra-violeta . É uma fonte que também pode ser considerada ideal para camadas fotosensíveis.

Não podemos confundir a lâmpada de vapor de mercúrio com as lâmpadas de vapor de mercúrio mistas, que nesse caso, são lâmpadas de descarga e incandescentes ao mesmo tempo, por isso, são chamadas de mistas. A luz mista não é apropriada para camadas fotosensíveis. 

A lâmpada de vapor de mercúrio ideal é aquela com bulbo transparente, pois as de bulbo branco são lâmpadas em que o vidro foi revestido com produtos para filtrar os raios ultravioletas e aumentar o rendimento luminoso. No caso de matrizes serigráficas necessitamos exatamente dos raios ultra-violeta puros que essa fonte produz quando tem bulbo transparente.


                

6)      LÂMPADA XENON

Neste caso, o meio interno, onde se produz a descarga elétrica, é de gás xenônio, sendo que a cor da luz produzida coincide com a luz do dia. Em alguns casos, a fonte de luz consta de um tubo helicoidal de vidro puro, com duas a seis espirais.
São lâmpadas ricas em emissão ultra-violeta. Podem ser usadas para gravação de emulsões diazóicas e fotopoliméricas, conferindo alta qualidade na resolução das áreas de grafismo das telas serigráficas.



7)      LÂMPADA VAPOR DE MERCÚRIO MISTA

Estas lâmpadas, ao mesmo tempo incandescentes e a vapor de mercúrio, são constituídas de um tubo descarga de mercúrio, ligada em série com um filamento de tungstênio. Este filamento, além de funcionar como fonte de luz, age como resistência, limitando a corrente elétrica da lâmpada.

Tem duas grandes vantagens sobre as lâmpadas de vapor de mercúrio comum. Não necessitam de reator e podem ser aplicadas simplesmente sem necessitar de adaptação.

No início do funcionamento é acesso o filamento incandescente e aos poucos o mercúrio é vaporizado, iniciando-se o processo da iluminação por meio do vapor de mercúrio. A luz possui uma coloração branco-azulada, agradável a visão e de ampla aplicação em iluminações externas. podendo ser usada na gravação de matrizes serigráficas.





8)      LÂMPADA VAPOR DE SÓDIO

Tal como as lâmpadas de vapor de mercúrio, também utiliza o princípio da descarga através do vapor de sódio. Essa lâmpada é mais usada na iluminação de auto-estradas, aeroportos, portos e outros espaços públicos onde a acuidade visual seja muito importante, mas onde não haja necessidade de conseguir distinguir com perfeição as diferentes cores.
Essas lâmpadas emitem luz na cor alaranjada dourada. Portanto, não devem ser usada para gravação de matrizes serigráficas.






VIDA ÚTIL DAS LÂMPADAS
TIPO
TEMPERATURA DE COR
HORAS
INCANDESCENTE
2.700 K
1.000
FLUORESCENTE
4.000 K
8.000
FOTOFLOOD
3.400 K
 60
HALÓGENA
3.000 K
1.000
VAPOR DE SÓDIO
2.200 K
24.000
VAPOR DE MERCÚRIO
5.000 K
10.000
VAPOR DE MERCÚRIO DE ALTA PRESSÃO
5.500 K
1.000
HALOGÊNEO METÁLICA
6.000 K
1.000
VAPOR DE MERCÚRIO MISTA
4.000 K
7.000
 



QUAL A MELHOR E COMO ADQUIRÍ-LAS?

Antes de analisarmos uma a uma é importante esclarecer quais os problemas que as lâmpadas que não possuem radiações ultra-violeta podem apresentar nas matrizes serigráficas.

Tomando como princípio que a radiação ultra-violeta proporciona à matriz serigráfica resistência perfeita e corte exato (definição) podemos concluir que a ausência dessa radiação ultra-violeta causa efeitos contrários, como é o caso de: pouca resistência, pouca definição, perda de detalhes e, fatalmente, trabalhos com pouca qualidade.

Com a exposição da emulsão a raios comuns, não acontece a reação química com precisão, o endurecimento da emulsão fica fraco ou excessivo. Dessa forma, pouca exposição deixará a emulsão pegajosa e sem resistência, provocando os problemas de escorrimento (velatura) nas áreas não desejadas. 

Muita exposição para fazer com que as radiações da luz atinjam toda a extensão da emulsão provocará endurecimento excessivo ocasionando perda de detalhes e da definição dos traços. Para obter traços perfeitamente definidos e emulsão perfeitamente resistente é necessária a utilização de lâmpadas com emissão de raios ultra-violeta.

As emulsões mais modernas com fotopolímero e diazo só devem ser expostas com fonte de luz rica em luz ultra-violeta (350 a 450 nm). As lâmpadas de: vapor de mercúrio de alta pressão, halogêneo metálicas e xenon são as mais recomendadas. Porém, são as que exigem maior investimento por parte dos serígrafos.


ONDE ADQUIRÍ-LAS?

As fontes de luz mais difíceis de serem encontradas no mercado comum são as fontes com características técnicas mais definidas como é o caso das halogêneo metálicas, xenon, entretanto são fontes encontradas em empresas distribuidoras de lâmpadas especiais nacionais e importadas. 

As lâmpadas fotoflood da GE são comercializadas em lojas de revenda de material serigráfico. Já as outras lâmpadas podem ser encontradas e procuradas em lojas especializadas em materiais elétricos pela mesma denominação usada nesta postagem.

Antes de utilizar qualquer tipo de luz, é importante avaliar sua potência, voltagem e condições de uso, para não incorrer em problemas futuros, pois a maioria das lâmpadas que podem ser usadas nas emulsões serigráficas para obtenção de qualidade não são lâmpadas baratas.






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