terça-feira, 3 de dezembro de 2013

TAMPOGRAFIA "O ALIADO DA SERIGRAFIA"


     PRINCÍPIO DE IMPRESSÃO TAMPOGRÁFICA

A Tampografia é um processo de impressão indireta e encavográfica (baixo-relevo) que consiste na transferência de tinta do clichê (matriz) para a peça a ser decorada através do tampão. Primeiramente a tampografia era vista como uma arte de simples decoração e hoje se tornou um sistema de impressão capaz de imprimir em superfícies irregulares, côncavas, convexas, planas, etc. Sua grande vocação é para as impressões de pequenas áreas, mas com os avanços tecnológicos da tampografia e de seu desenvolvimento a nível industrial, é possível a impressão em áreas de até 300 x 300 mm.
Este processo tem sido um forte aliado da sergrafia, permitindo que impressores consigam sem muita dificuldade imprimir em objetos irregulares.







                        PARÂMETROS QUE INFLUENCIAM DIRETAMENTE NA QUALIDADE

Para que a impressão final tenha qualidade é necessário que a gravação do clichê seja perfeita, pois este é um dos itens mais importantes no processo de impressão tampográfica.


A garantia de um clichê com gravação de qualidade começa com a arte final.
O profissional responsável pela criação das imagens deve possuir conhecimentos específicos deste processo, como tipos de retículas, lineaturas de retículas, máximas e mínimas do percentual de cobertura reproduzíveis pelo processo. Além de possuir conhecimentos específicos de seleção de cores para tampografia.

Para produzir-se uma arte final é ideal ter-se um desenho técnico do logotipo, mas com um arquivo digital é possível realizar a arte final.
Atualmente existem duas formas de gravação de clichês, o sistema digital e o convencional.  No sistema digital utilizamos equipamentos de gravação a laser em metal, já no convencional utilizamos o filme (fotolito) para gravar os clichês.

O fotolito é um filme que será utilizado para a revelação do clichê. Caso a impressão desejada tenha mais de uma cor, deve-se determinar com precisão o registro das cores na imagem. Sugere-se que o fotolito tenha sempre o contorno do clichê demarcado, isto garante um perfeito posicionamento. 

A gravação do clichê é feita por processo fotoquímico, sua profundidade de gravação varia de 18 a 30 mícron. A nitidez da impressão diminui à medida que a profundidade aumenta.



TIPOS DE CLICHÊS

Aço temperado: tiragens de um milhão de peças ou mais. Com uma espessura de 10 mm pode ser retificado e regravado de 3 a 10 vezes (dependendo do tipo de tinteiro e da profundidade da gravação existente). O material base deste tipo de clichê é o aço VND temperado com superfície retificada, sua dureza varia de 58 a 64 RC. Para as máquinas da tecnologia de lâmina esse tipo de clichê pode utilizar as lâminas flex e rígida, somente deve ser trocado o aparador do conjunto raspador.

Flex: para tiragens de 30 a 100 mil impressões. O material base é aço temperado, porém sua espessura é de apenas 0,5 mm. O que não permite que seja retificado e regravado. Em conjunto com o clichê flex deve ser utilizado uma base para a fixação do mesmo. Para as máquinas da tecnologia de lâmina esse tipo de clichê pode utilizar somente a lâmina flex, caso contrário o clichê será danificado.

Nylon: para tiragens até 20 mil impressões. Sua qualidade de gravação é um pouco inferior à do "aço temperado" e do "flex".


 TAMANHOS DE CLICHÊS

Os tamanhos de clichês variam de acordo com:
•       Modelo da máquina

•       Tipo de tinteiro



UTILIZAÇÃO DO CLICHÊ

A vida útil do clichê é determinada por:



    TIPOS DE TINTAS

·         Monocomponente
Este tipo de tinta seca por evaporação dos diluentes, finalizando seu processo de cura (secagem final da tinta) no substrato (peça impressa). O tempo de cura deste tipo de tinta é de 24 horas. Só então se aconselha realizar testes de aderência.

·         Bicomponente
Este tipo de tinta exige catalisador para aumentar sua resistência mecânica, ou seja, para aumentar as propriedades de aderência da tinta ao substrato. Este tipo de tinta só deve ser adquirido juntamente com seu respectivo catalisador. Seu tempo de cura é de 72 horas. Só então se aconselha realizar testes de aderência.

 
                               PREPARAÇÃO DAS TINTAS

1. Monocomponentes: Devemos separar num copo descartável (de papel branco com filme em polietileno), a quantidade de tinta necessária de acordo com a capacidade do tinteiro. Adicione o diluente até atingir a viscosidade ideal (aproximadamente 10% de diluente).

2. Bicomponentes: Devemos separar num copo descartável, a quantidade de tinta necessária, adicione o catalisador na proporção de 10% ou de até 20% do "peso" da tinta. Misture bem e somente então, adicione o diluente até atingir a viscosidade ideal (aprox. 18% de diluente). Nunca bata a tinta, pois isto pode provocar a formação de bolhas de ar na tinta.

Nota: A quantidade ideal de adição de catalisador em tintas bicomponentes é de 10%. Entretanto, em alguns casos pode ser necessário a adição de até 30% de catalisador. Esta quantidade não deve ser maior, pois caso contrário a tinta não completará seu processo de catalisação. Além disso, quanto maior a quantidade de catalisador utilizada, menor será a vida útil da tinta no tinteiro, pois a tinta endurecerá.

3. Diluentes: Em tampografia, os produtos que são utilizados para diluir a tinta são denominados "diluentes". Em serigrafia, diluente e solvente são a mesma coisa.

O diluente auxilia na aderência da tinta, pois ele "ataca" peças plásticas e faz com que a tinta "ancore" sobre a peça.
O diluente possui várias composições. Cada tipo de plástico é atacado por um determinado tipo de diluente.
Geralmente, sabendo-se o material base da peça, determina-se o tipo de diluente correspondente.

A evaporação do diluente é algo muito importante. Alguns deles possuem evaporação lenta e outros evaporação rápida.
Os diluentes de evaporação lenta devem ser utilizados em tintas para impressão em produtos de difícil aderência, pois ao sofrerem um processo lento de evaporação os mesmos permanecem um maior tempo em contato com o produto.

Já os diluentes de evaporação rápida (inclusive no tinteiro) devem ser utilizados quando for necessário uma secagem imediata, permitindo um leve toque na impressão sem que a mesma seja afetada.

4. Retardadores: Os retardadores são diluentes com evaporação lenta. Eles devem ser utilizados em conjunto com o diluente da tinta.
Os retardadores controlam a evaporação fazendo com que a secagem da tinta no tinteiro e a secagem da tinta na peça sejam mais lentas, porém sem afetar o tempo de cura da tinta.

5. Catalisadores: Os catalisadores são partes integrantes das tintas Bicomponentes. Cada catalisador possui uma tinta específica.

6. Solventes: Os solventes são produtos para limpeza. Não devem ser utilizados na tinta. Sua utilização está restrita a limpeza do tampão, recuperação de peças mal-impressas, limpeza de todas as peças e acessórios da máquina que entram em contato com a tinta.

·                                        TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE  / PÓS-IMPRESSÃO:

           Especialmente indicado para tratar peças de metais e vidro.
          Através deste método, as peças, depois de impressas, são submetidas           a altas temperaturas (60° - 150° C). O calor faz com que a secagem e           o tempo de cura da tinta sejam acelerados além de proporcionar um               aumento nas propriedades de aderência.

·                                      TESTES DE ADERÊNCIA

 Há várias formas de testar-se a qualidade de aderência da tinta no  substrato. Estes testes só devem ser feitos após completo o tempo de  cura da tinta (monocomponente - 24h / bicomponentes - 72h). Conheça  abaixo as formas mais utilizadas:

·                                     Raspagem - raspa-se a superfície onde a tinta foi aplicada com a unha           ou com qualquer outro objeto.

·                               Aderência - aplica-se uma fita de durex (diversos tipos disponíveis no                mercado) e puxa-se a mesma no sentido oposto ao da peça.

·                             Grade - risca-se a tinta no sentido vertical e horizontal (medida de 1              mm) "cortando-se" a tinta e o substrato. Aplica-se e retira-se o durex            conforme descrito acima. Avalia-se então se o percentual de tinta                  destacada        do substrato é aceitável.

·                                   Álcool- passa-se um tecido de 450g de peso, embebido em álcool sobre          a área onde a tinta foi aplicada. Esfrega-se o tecido sobre a tinta                  quantas        vezes forem necessárias para garantir que o percentual              e tinta                     destacada do substrato é aceitável.

Outros Produtos Químicos - Podem ser utilizados de acordo com as exigências individuais de cada cliente.

TAMPÃO
O tampão é utilizado para transferir a tinta do clichê para a peça que se pretende imprimir. Ele é composto de borracha de silicone, óleos de silicone e outros componentes.



 

Dessa forma os tampões são flexíveis e geralmente fabricados num formato pontiagudo, existindo dos mais variados tamanhos, formatos e durezas. A dureza do tampão é determinada em shores, e ela varia entre 8 e 18 shores, sendo essa escala do menos duro para o mais duro.

A dureza do tampão pode ser especificada no momento do pedido, caso não seja especificado, fornecemos na dureza de 12 shores. A superfície do tampão deve ter uma moldagem perfeita para garantir que a transferência da tinta ocorra sem irregularidades.

Para garantir qual o modelo de tampão mais adequado e sua respectiva dureza deve se levar em consideração: impressão a ser feita e o formato da peça. Uma vez que a combinação entre a legenda e o modelo da peça pede um tampão diferente, devido que o modelo incorreto pode levar a uma impressão sem a qualidade desejada.

Tampões com mais massa evitam, por exemplo, deformações na legenda. Uma vez que quanto maior o volume do tampão, menor será a distorção da imagem.

Tampões com maior dureza tendem a ter melhor resultado para legendas com maior riqueza de detalhes, e com menor dureza tendem a se amoldar melhor em peças de superfície irregular.

·                               Tipos de tampões:

Temos tampões com dois tipos de matéria prima: silicone de tonalidade rosada, e outro, branco. A diferença entre eles é a resistência mecânica e o preço.

·                                Conservação dos tampões:

A limpeza, a utilização e a armazenagem devem ser feitas de formas adequadas. Para prolongar a vida útil do tampão, sugerimos:

O tampão tem uma oleosidade própria de sua matéria prima. Quando novo o solvente de limpeza permite a retirada da oleosidade do tampão sem que a sua composição seja alterada.

·                                  Procedimento de limpeza: 

           Um pedaço de papel absorvente deve ser     embebido com solvente e            passado levemente no tampão. Em seguida, devem-se imprimir com o            tampão algumas vezes sobre um papel comum para que o excesso do             solvente seja retirado. Este solvente é indicado

Com o tempo de uso, o tampão pode apresentar acúmulo de resíduos das peças que imprimiu. Neste caso, limpá-lo com fita adesiva comum. Pegar uma fita adesiva larga e utilizá-la para a remoção do excesso de tinta.

Para aumento da vida útil do tampão, tenha sempre no mínimo 2 unidades deste acessório. Intercale os dias de utilização dos mesmos.
Armazene-o limpo (sem resquícios de tinta) em local limpo e fora da embalagem

Isto garantirá que a sua qualidade permaneça inalterada e utilize o fluído para tampão fornecido geralmente pelo fabricante, ao término da produção.

Não armazene o tampão por mais de 3 meses. Após este prazo, adquira um novo tampão para garantir que sua impressão não seja prejudicada.

 TINTEIROS

·         Tinteiro Selado Monocolor ou Bicolor

Revolucionário sistema que equipa opcionalmente as impressoras Tampográficas. Trabalhando sem lâminas, mantém a tinta selada em um reservatório hermético proporcionando:

- Evaporação de solvente praticamente inexistente.
- Grande economia de tinta nas trocas e limpezas.

- Grande estabilidade na viscosidade da tinta.
- Possibilidade de grandes intervalos entre impressões (até semanas).
- Dispensa a limpeza da máquina ao final do período produtivo (com tintas monocomponentes não agressivas). 

- Possibilidade de imprimir 2 cores não intercaladas com um só tampão e clichê.
- Dispensa os ultrapassados dosadores de diluente.






 





quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Tonalidades máximas e mínimas

Tonalidades máximas e mínimas

Por definição, tonalidade é a relação entre os pontos impressos e a área sem impressão, expresso em porcentagem. Abaixo de 40%, temos as áreas claras. Acima de 60%, às escuras. Para permitir a reprodução de todos os pontos, deve-se garantir que o menor ponto sempre tenha uma ancoragem firme nos fios da malha e que também estes fios não impeçam o fluxo da tinta pela menor área aberta.

Para satisfazer estas exigências, os pontos mais finos (positivos ou negativos - mínimo ou máximo) devem ter seu diâmetro maior que a soma de um espaço entre fios (abertura da malha) mais dois diâmetros de fio do tecido de impressão (fig. 2).



Recomendamos que para os fotolitos de quadricromia para serigrafia, sejam estabelecidos como tonalidade mínima 15% e como máxima 85%. Todavia, o mais eficaz é realizar testes, imprimindo uma escala de tonalidades crescentes (de 0 a 100%) e observando os valores reais para os pontos de máxima e mínima tonalidade, realmente impressos.


Diâmetro do menor ponto é igual à soma de um espaço entre fios mais dois diâmetros do tecido de impressão. Para pontos menores que este limite, a impressão se torna crítica.


PERCENTUAL DE COBERTURA DOS PONTOS DA RETÍCULA


TABELA DE REFERÊNCIA: LINEATURA X PERCENTUAL DE COBERTURA


Observação: A faixa em vermelho representa os valores críticos que não são reproduzíveis em serigrafia. Portanto, devem ser evitados na elaboração dos diapositivos.

Inclinação das retículas

Para um perfeito efeito visual da quadricromia, os pontos das retículas relativas a cada cor, devem ter inclinações diferenciadas. As inclinações das cores dominantes, como cyan, magenta e preto, têm que estar pelo menos 30º distantes entre si. Como o amarelo não é uma cor dominante, deverá sempre estar paralelo aos fios do tecido (0º ou 90º).
Sugerimos as seguintes inclinações, para os diversos trabalhos:

a) Motivos muito escuros (profundidade):

Amarelo:          0º
Magenta:          15º
Cyan:               75º
Preto:               45º

b) Motivos com amarelo e magenta dominantes
(tons de pele ou alaranjados):

Amarelo:          0º
Magenta:          45º
Cyan:               75º
Preto:               15º

c) Motivos com amarelo e cyan dominantes (tons de verde, azul ou turquesa):

Amarelo:          0º
Magenta:          15º
Cyan:               45º
Preto:               75º

Os melhores resultados para Angulações de retículas e Impressão de quadricromia

Como visão particular sobre o processo, acho que as melhores inclinações são 7,5º para Preto; 37,5º para Magenta, 67,5º para Cyan e 82,5º para o Amarelo. A ordem de impressão, embora possa variar de acordo com a intensidade tonal da imagem, acredito que a melhor sequência seja: Magenta, Cyan, Preto e Amarelo. Faça alguns testes. Para alguns casos isto faz a diferença. 








quinta-feira, 7 de novembro de 2013

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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

PROCESSO DE TRANSFERS - 1ª PARTE




Transfer é a transferência de uma película de tinta seca impressa sobre um substrato para outro material específico.



Dessa forma, o processo de transfer envolve duas etapas: a primeira consiste na estampagem do produto sobre um papel especial (ilegível). A segunda consiste na sua posterior transferência para o tecido através de prensa térmica.


É recomendável sempre fazer testes antes, pois cada tipo de tecido é um produto diferente e pode acarretar diferenças de tinta, tempo e temperatura de transferência.

O processo de transfer é um suporte para o mercado de produtos para estamparia localizada, que vem se desenvolvendo cada vez mais e ampliando a sua lista de produtos e aplicações. Podemos listar aqui alguns desses produtos:

- Transfer PU; 
- Transfer Sublimático; 
- Transfer Plastisol; 
- Transfer Foil Metalizado; 
- Transfer Flocado; 
- Outros.


A vantagem de se trabalhar com transfer é que se consegue uma produção rápida para alta quantidade de estampas ou aplicações. Como são utilizadas mesas planas e duras, há uma grande economia de tinta em relação ao silk screen aplicado diretamente no tecido.

Outra vantagem é que se consegue numa só folha de papel especial encaixar diferentes desenhos, aumentando o aproveitamento do mesmo. Além disso, pode-se aplicar o transfer em qualquer parte da peça confeccionada com extrema facilidade.

Tais vantagens podem facilitar muito a produção de uma coleção, basta estabelecer uma parceria entre as confecções, estamparias, fornecedores dos produtos químicos e os demais prestadores de serviços. Hoje em dia podem-se obter estampas diferenciadas aliadas à qualidade e agilidade de produção.


As evidências apontam para um aumento significativo da presença de empresas de Transfer no mercado e também da procura por parte dos consumidores. Com isto, a serigrafia vem ganhando um importante aliado para incrementar as opções de qualidade, principalmente na decoração de tecidos.

Um fato bastante positivo é que, assim como cresceu o setor de Transfer, também aumentou o interesse do público por trabalhos executados com esta técnica. Uma coisa puxa a outra, e as empresas de Transfer vão se tornando cada vez mais técnicas e especializadas naquilo que fazem. Consequentemente, os consumidores passam a ter acesso a produtos de melhor qualidade, o que aumenta seu interesse.

Ao contrário do que acontecia no passado, quando a técnica de Transfer era quase que uma exclusividade das chamadas “empresas artesanais”, hoje o processo é uma maneira com que muitas empresas ampliam seus rendimentos. Há tanto aquelas empresas que utilizam máquinas de Transfer como um complemento a outras atividades serigráficas como aquelas que se dedicam exclusivamente à técnica. Em ambos os casos, há exemplos bem-sucedidos que aliam produtividade e lucratividade.

Um exemplo claro de que o segmento cresceu é que os anúncios das máquinas e serviços de Transfer, antes restritos às publicações serigráficas, hoje já ocupam alguns programas de televisão e os jornais. Além disso, já se podem encontrar estampas para termotransferência sendo vendidas em lojas de shopping, ou seja, o Transfer está cada vez mais próximo do grande público.

Para quem deseja ingressar no segmento de empresas que trabalham com Transfers, e mesmo para os consumidores mais seletivos, é bom deixar claro que existem tipos diferentes de negócios associados com a técnica de termotransferência:

TRANSFER INDUSTRIAL

Pode ser definido com aquele tipo de empresa que está acostumada a receber encomendas que envolvem grandes quantidades e, por isto, trabalham com máquinas pneumáticas, que fazem a transferência com um intervalo certo de tempo.

O processo inclui desde os Tranfers sublimáticos, utilizados na decoração de vestuário esportivo (camisetas de times de futebol), até os Transfers de poliuretano, aplicados em detalhes de roupas íntimas (logotipo de empresas em cuecas, por exemplo), passando pelo Transfer com plastisol, que decora artigos de algodão e são considerados ideais quando adicionados aos trabalhos de uma estamparia têxtil localizada.

O Transfer industrial, na grande maioria dos casos, diminui a participação do operador quanto ao acionamento do equipamento. Ele precisa apenas colocar o material na máquina no tempo devido, para que a produtividade seja mantida em níveis altos. Há, portanto, no Transfer industrial, um ganho de tempo muito grande.

O Transfer industrial pode ser produzido por meio de serigrafia, off-set, rotogravuras, etc. Podemos considerar como semi-industriais as empresas que produzem transfers serigráficos, mas que utilizam para isto prensas manuais.


PARA QUEM QUER PRODUZIR TRANSFERS SERIGRÁFICOS

O primeiro caminho é saber que tipo de material receberá a decoração por meio de Transfer. Mesmo se a resposta for tecido, é importante saber quais as suas principais características, ou seja, saber se o tecido é de algodão, poliéster, etc.

Caso você ainda não tenha comprado a prensa para a transferência, espere. Procure, inicialmente, comprar a base para impressão (papel ou filme) e a tinta adequada ao tipo de Transfer desejado. Em seguida, produza alguns Transfers, seguindo basicamente, as orientações dos fornecedores, ou mesmo dos fabricantes de tinta, quando isto for possível. Geralmente, os boletins técnicos de uma tinta indicam quais os tipos de malha, rodo, diluição, secagem, etc.

Feito isto, entre em contato com a revenda de prensas e verifique a possibilidade de conhecer o equipamento, testando-o nas suas próprias condições de trabalhar (por exemplo: uma camiseta meia-malha).

Finalmente, faça testes de lavagem, respeitando antes algumas orientações do fabricante e verifique se irão atingir suas necessidades.


TRANSFER DE FLOCAGEM

Consiste na transferência de flocos para tecidos em geral, apresentando motivos em alto relevo aveludado. Sugestão para processo.


TRANSFERÊNCIA DIRETA DE FLOCOS PARA O TECIDO

Impressão do motivo: Sericryl Termocolante T-5088 sobre tecido com matriz de Poliéster monofilamento 32 a 36 fios. Efetuar sistema "repique" uma camada sobre outra com secagem intermediária. Após a secagem superficial de no máximo 1 hora, colocar papel flocado sobre o motivo e efetuar a transferência.


Temperatura:    180 a 190ºC
Tempo:            15 a 18 segundos
Pressão:           70 a 100 libras
Remoção do suporte: A frio


Obs: Para tecidos mistos ou sintéticos, recomendamos a adição de Sericryl fixador T-5720 na proporção de 5 a 7% no Sericryl Termocolante T-5088 no dia do uso.

Quando usar matriz de 36 a 44 fios mesmo em tecido de algodão, recomendamos a adição de Sericryl Fixador T.5720 na proporção de 5 a 7 % no Sericryl Termocolante T.5088 no dia do uso.


TRANSFER PRONTO PARA USO

Utilizar matriz com gravação ilegível.

Impressão do motivo (desenho): Diretamente sobre papel flocado com Sericryl Transtherm Pasta T-5086, utilizando matriz de poliéster monofilamento de 32 a 36 fios. Para motivos em detalhes finos utilizar matriz de até 55 fios com relevo na gravação da matriz.

Aplicação de Poliamida 200 pó sobre Sericryl Transtherm Pasta ainda úmido.

Aguardar secagem à temperatura ambiente por 8 a 12 horas e remover o excesso de Poliamida 200 com auxílio de escova de pêlo macio.

Passar na estufa à temperatura de 100 a 120ºC por 1 a 2 minutos para fusão de Poliamida 200 sobre Sericryl Transtherm Pasta.

Transferência: Temperatura 170 a 190ºC por 10 a 12 segundos e pressão de 70 a 100 libras.

Remoção do suporte: A frio.

Validade do transfer: 2 anos conservado em ambiente à temperatura máxima de 30ºC e grau de umidade baixa.



TRANSFER PAPEL REFLETIVO


O transfer com papel refletivo cria um efeito diferenciado, refletindo a luz na estampa aplicada. Este papel é um filme de poliéster refletivo com micro esferas de vidro para aplicação serigráfica em tecidos de algodão ou outros tecidos sujeito a testes. Dependendo do tecido é aconselhável adicionar Sericryl Fixador na proporção de 3 a 5%. Em tecido com elasticidade, o transfer pode vir a trincar. O processo de transferência é muito simples.

Utilizar uma matriz de 32 a 44 fios monofilamento, bem tensionada, com resistência a água. 

Deve-se utilizar o Sericryl Termocolante Ref. T.5088, fornecida pronta para uso. Não é necessário fazer nenhuma preparação, só no caso de utilização do Sericryl Fixador. 

Existem dois processos de confecção do transfer refletivo:

PROCESSOS

- Estampar o Sericryl Termocolante direto no papel refletivo numa mesa a vácuo, sem aplicação de repiques. Deixar secar ao ar ambiente (+/- 3 horas) e transferir para o tecido através de uma prensa térmica a 170 - 180°C por 15 a 20 segundos numa pressão de 100 libras. Remover o papel a frio.

- Estampar o Sericryl Termocolante direto no tecido numa mesa macia, com aplicação de 1 a 2 repiques. Deixar secar ao ar ambiente (+/- 3 horas) e prensar o papel refletivo na prensa térmica à 170 - 180°C por 15 a 20 segundos numa pressão de 100 libras. Remover o papel a frio.







quarta-feira, 9 de outubro de 2013

CONHECENDO OS TECIDOS






MEIA MALHA 24/1 CARDADA 10 TRAMAS
Composição: 100% Algodão
Largura: 0,92 m (tubular)
Rendimento: 4,70 m/kg
Gramatura: 120

MEIA MALHA 24/1 CARDADA 13 TRAMAS
Composição: 100% Algodão
Largura: 0,92 m (tubular)
Rendimento: 4,50 m/kg
Gramatura: 135
MEIA MALHA 24/1 CARDADA 15 TRAMAS
Composição: 100% Algodão
Largura: 0,92 m (tubular)
Rendimento: 4,30 m/kg
Gramatura: 145

MEIA MALHA 24/1 CARDADA 18 TRAMAS
Composição: 100% Algodão
Largura: 0,92 m (tubular)
Rendimento: 4,10 m/kg
Gramatura: 163

MEIA MALHA 24/1 LISTRADA P/CUECA
Composição: 75% Algodão 25% Poliéster
Largura: 0,92 m (tubular)
Rendimento: 4,40 m/kg
Gramatura: 140

MEIA MALHA 24/1 ESTAMPADA (diversos)
Composição: 100% Algodão
Largura: 0,92 m (tubular)
Rendimento: 3,40 m/kg
Gramatura: 150

MEIA MALHA 30/1 CARDADA
Composição: 100% Algodão
Largura: 0,92 m (tubular)
Rendimento: 3,80 m/kg
Gramatura: 160

MEIA MALHA 30/1 PENTEADA
Composição: 100% Algodão
Largura: 0,92 m (tubular)
Rendimento: 3,60 m/kg
Gramatura: 165

MEIA MALHA 30/1 PENTEADA/MERCERIZADA
Composição: 100% Algodão
Largura: 0,92 m (tubular)
Rendimento: 3,05 m/kg
Gramatura: 170

MEIA MALHA 30/1 P.V.
Composição: 67% Poliéster 33% Viscose
Largura: 1,60 m (ramada)
Rendimento: 3,65 m/kg
Gramatura: 160

MOLETINHO 24/24
Composição: 100% Algodão
Largura: 0,92 m (tubular)
Rendimento: 2,60 m/kg
Gramatura: 218

MOLETOM PELUCIADO
Composição: 100% Algodão
Largura: 1,00 m (tubular)
Rendimento: 1,90 m/kg
Gramatura: 260

MOLETOM PELUCIADO
Composição: 100% Algodão
Largura: 1,00 m (tubular)
Rendimento: 2,10 m/kg
Gramatura: 240

HELANCA LISA
Composição: 100% Poliéster - Fio 150/48 Fil
Largura: 1,80 m (ramada ou tubular)
Rendimento: 2,65 m/kg
Gramatura: 190

HELANCA LISA PELUCIADA
Composição: 100% Poliéster - Fio 150/48 Fil
Largura: 1,80 m (ramada ou tubular)
Rendimento: 2,20 m/kg
Gramatura: 230

HELANCA QUADRICULADA
Composição: 100% Poliéster - Fio 150/48 Fil
Largura: 1,80 m (ramada)
Rendimento: 2,65 m/kg
Gramatura: 195

HELANCA GORGURÃO
Composição: 100% Poliéster - Fio 150/48 Fil
Largura: 1,80 m (ramada)
Rendimento: 2,65 m/kg
Gramatura: 195

HELANCA PONTO ROMA
Composição: 100% Poliéster - Fio 150/48 Fil
Largura: 1,80 m (ramada)
Rendimento: 2,30 m/kg
Gramatura: 280

HELANCA LIGHT
Composição: 100% Poliéster - Fio 150/96 Fil
Largura: 1,65 m (ramada)
Rendimento: 4,25 m/kg
Gramatura: 140

HELANCA LIGHT ESTAMPADA
Composição: 100% Poliéster
Largura: 1,65 m (ramada)
Rendimento: 3,60 m/kg
Gramatura: 170

HELANCA CACHARREL
Composição: 100% Poliéster - Fio 75/36 Fil
Largura: 1,80 m (ramada)
Rendimento: 5,70 m/kg
Gramatura: 95

FAVINHO
Composição: 100% Poliéster
Largura: 1,80 m
Rendimento: 5,30 m/kg
Gramatura: 110

FURADINHO
Composição: 100% Poliéster
Largura: 1,60 m
Rendimento: 3,50 m/kg
Gramatura: 100

CREPE

Composição: 100% Poliéster
Largura: 1,60 m
Rendimento: 8,60 m/kg
Gramatura: 85

HELANCAS ESTAMPADAS
(diversos)
Composição: 100% Poliéster
Largura: 1,80 m (ramada)
Rendimento: +/- 2,40 m/kg
Gramatura: 140 a 190

HELANCOTTON
Composição: 91% Poliéster 9% Elastano
Largura: 1,60 m
Rendimento: 2,60 m/kg
Gramatura: 220

HELANCOTTON
Composição: 85% Poliéster 15% Elastano
Largura: 1,60 m
Rendimento: 4,50 m/kg
Gramatura: 130

COTTON P.A. (Tingimento 1 fibra)
Composição: 48% Algodão 48% Poliéster 4% Elastano
Largura: 1,60 m (ramada)
Rendimento: 3,00 m/kg
Gramatura: 210

COTTON P.A. ESTAMPADA
Composição: 48% Algodão 48% Poliéster 4% Elastano
Largura: 1,60 m (ramada)
Rendimento: 2,70 m/kg
Gramatura: 230

COTTON
Composição: 96% Algodão 4% Elastano
Largura: 1,60 m (ramada)
Rendimento: 2,80 m/kg
Gramatura: 220

COTTON
Composição: 92% Algodão 8% Elastano - Fio 24/1
Largura: 1,60 m
Rendimento: 2,10 m/kg
Gramatura: 270

COTTON

Composição: 92% Algodão 8% Elastano - Fio 30/1
Largura: 1,60 m
Rendimento: 2,10 m/kg
Gramatura: 270

COTTON ESTAMPADO
Composição: 92% Algodão 8% Elastano (ramada)
Largura: 1,60 m
Rendimento: 2,00 m/kg
Gramatura: 310

RIBANA 24/1 (1X1 OU 2X2)
Composição: 100% Algodão (tubular)

RIBANA 24/1 (1X1 OU 2X2)
Composição: 97% Algodão 3% Elastano (tubular)

RIBANA 30/1 CARDADA
Composição: 97% Algodão 3% Elastano (tubular)

RIBANA 30/1 PENTEADA
Composição: 97% Algodão 3% Elastano (tubular)

RIBANA 30/1 P.V.
Composição: 65% Poliéster 32% Viscose 3% Elastano (tubular)