quarta-feira, 19 de agosto de 2026

O Futuro da Impressão Rotativa em Tela em Tecido: a impressão têxtil digital está dominando?

 

O Futuro da Impressão Rotativa em Tela em Tecido: a impressão têxtil digital está dominando?

A serigrafia rotativa consegue acompanhar o desenvolvimento da impressão têxtil digital? E quais são as expectativas para o futuro? vamos avaliar o passado e prever o futuro da serigrafia rotativa.


No final dos anos 80, quando a impressão têxtil digital e as tintas reativas estavam sendo desenvolvidas, estimar as consequências dessas inovações ainda não era possível. No entanto, logo se pensou que a impressão têxtil digital empurraria a serigrafia rotativa para o fundo e eventualmente até a substituiria.

Agora, quase trinta anos depois, podemos dizer que a serigrafia rotativa ainda está muito viva, apesar da impressão digital continuar se desenvolvendo rapidamente.

Expectativas antes do século XXI

A primeira máquina digital de impressão têxtil foi introduzida pela SPGPrints (na época chamada STORK) na ITMA em 1991. No início do século XXI, quando a velocidade de impressão digital têxtil se tornou mais rápida, esperava-se que a serigrafia rotativa ficasse desatualizada em poucos anos. As opiniões divergiam sobre quanto tempo isso levaria, mas a maioria das previsões concordava em um período de 10 a 15 anos. Depois disso, a impressão têxtil digital teria dominado totalmente o mercado.

A realidade de hoje prova o contrário. A participação digital dos têxteis impressos é inferior a 10%. Além disso, vemos claramente que o negócio de telas rotativas continua crescendo, já que o volume total de impressos no mundo continua crescendo. De fato, houve um declínio em certas áreas, especialmente em áreas onde o digital influenciou fortemente a impressão têxtil, como na Itália. No entanto, em outras áreas – por exemplo, em Bangladesh – podemos ver que a serigrafia rotativa ainda é muito proeminente. Essas diferenças geográficas estão fortemente relacionadas aos volumes de impressão.

A razão pela qual no início dos anos 90 o volume de serigrafia rotativa deveria ser amplamente extinto por volta do ano 2000 foi principalmente devido às esperadas melhorias de velocidade e queda de preços do digital. No entanto, nem tudo ficou mais barato com a impressão digital, e os desenvolvimentos para tornar impressoras digitais rápidas E confiáveis estavam demorando muito mais do que o esperado. Pedidos longos, por exemplo, ainda são mais baratos de imprimir com serigrafia rotativa. Especialmente se a qualidade garantida pela impressão digital não for necessária, a serigrafia rotativa costuma ser a escolha mais barata. Além disso, a serigrafia rotativa ainda está em desenvolvimento, reduzindo os custos de gravação e os preços da serigrafia, permitindo assim soluções mais baratas e eficientes.


Desenvolvimentos na serigrafia rotativa

Esses avanços na serigrafia rotativa são uma das razões pelas quais as tecnologias digitais ainda não ocuparam seu lugar. A serigrafia rotativa continua respondendo ao mercado moderno, mantendo-se relevante. O contrário também é verdade: o fato de novos desenvolvimentos ainda estarem sendo feitos mostra que a serigrafia rotativa está longe de ser coisa do passado. Se as empresas não acreditassem no mercado rotativo, não estaríamos desenvolvendo novas telas.

Afinal, novas telas e tecnologias não são desenvolvidas em poucos meses, muito tempo e investimentos são necessários. Novas telas são desenvolvidas de tempos em tempos. Nos anos 70, por exemplo, a tecnologia Penta foi desenvolvida como uma evolução lógica ao lado das telas padrão. Depois disso, os tecidos NovaScreens foram desenvolvidos nos anos 90. Recentemente, em 2019, os OrtaScreens foram adicionados à longa lista de desenvolvimentos em telas do fornecedor SPGPrints.

Para se manter atualizado tanto no mercado digital quanto no rotativo, era importante que a serigrafia rotativa conseguisse alcançar o desempenho de qualidade de imagem da impressão têxtil digital. Os novos tecidos OrtaScreens respondem ao desenvolvimento digital permitindo mais detalhes e linhas mais nítidas na serigrafia rotativa. Os tecidos OrtaScreens podem fazer isso com um raster ortogonal inovador de buracos. O desenvolvimento dessa tecnologia sozinho levou mais de 2 anos.

Hoje em dia, muitas empresas de impressão utilizam tanto máquinas digitais quanto convencionais. Isso leva a uma expectativa maior de qualidade. Afinal, o cliente só valoriza a qualidade do produto final, e não se importa se ele é impresso com impressora digital ou rotativa.

Impressão têxtil digital e serigrafia rotativa combinadas

Embora o consumidor valorize principalmente a qualidade do produto final, a impressão digital muitas vezes permite alcançar um padrão superior. Ainda assim, as empresas de impressão continuam investindo em serigrafia rotativa por alguns motivos.


Antes de tudo, há razões econômicas. Como uma empresa de impressão digital, geralmente é difícil competir com empresas que utilizam serigrafia rotativa. Isso porque a serigrafia rotativa permite imprimir volumes maiores mais rápido e barato. Por isso, séries longas ainda são impressas com serigrafia rotativa. Além disso, buscar a mais alta qualidade na impressão digital é um investimento caro, especialmente se essa alta qualidade não for absolutamente necessária. Pegue, por exemplo, a moda de baixo padrão com poucas cores. É muito mais barato fazer isso com serigrafia rotativa, especialmente porque a produção em massa é muito mais barata e rápida com tecnologias rotativas.

Além das razões econômicas, as empresas ainda investem em máquinas rotativas porque existem algumas diferenças técnicas entre os dois tipos de impressão. Por exemplo, alguns têxteis não podem ser impressos digitalmente. Esses terão que ser impressos de forma convencional. Isso também se aplica se os corantes precisarem penetrar completamente na fibra, se a impressão precisa ser idêntica em ambos os lados do tecido, então a impressão digital não é possível. Outra diferença tecnológica é que certas aplicações, como a impressão por pigmento, são bastante caras na impressão têxtil digital devido ao alto consumo de tinta combinado com um método de produção caro para as tintas. Isso torna o processo de produção muito caro, enquanto você quer produzir um produto barato. Por isso, a serigrafia rotativa é mais adequada para esses corantes.

Por causa dessas diferenças, a tendência que prevalece hoje em dia é que as duas tecnologias podem ser melhor usadas lado a lado. Por isso, hoje em dia muitas empresas investem em digital, mas também querem pelo menos uma máquina para possibilitar a serigrafia rotativa.

A distância entre eles

Dito isso, há casos em que os avanços digitais colocaram certa distância entre a serigrafia rotativa e a impressão têxtil digital, como:

  • Setores onde alta qualidade é muito importante: o digital pode oferecer a mais alta qualidade.
  • Setores onde é necessária uma alta taxa de produção com preços competitivos: A rotativa pode oferecer o maior volume aos menores preços.
  • Designs que lucram com flexibilidade e reprises (moda, roupas esportivas): o digital oferece maior flexibilidade e reprises perfeitamente combinadas.
  • Tempo de lançamento no mercado: o digital exige menos tempo de preparação.

A impressão têxtil digital oferece muita flexibilidade, pois não precisa de preparação, mas pode começar quase instantaneamente, além disso, permite trocar os desenhos no mesmo tecido em um piscar de olhos.


Perspectiva futura

No entanto, a previsão de que a impressão têxtil digital substituiria completamente a serigrafia rotativa convencional não se concretizou. Essa expectativa mudou ao longo dos anos: não se espera que a impressão convencional desapareça num futuro próximo. Há um entendimento comum na indústria de que ambas as tecnologias permanecerão presentes, pois são em grande parte complementares.

Uma das razões para isso é que hoje em dia mais de 4 estações são reconhecidas na moda, o que significa que as coleções estão sendo substituídas mais rapidamente. A vida útil das roupas está ficando cada vez mais curta, o que torna a impressão têxtil digital a mais adequada. Mas a diferença de preço ainda tem um papel importante aqui e, portanto, a maior parte da moda ainda é impressa com rotativo. Os clientes nem sempre estão dispostos a pagar o valor agregado de maior qualidade que a impressão têxtil digital oferece.

Ainda existem várias condições de produção que justificam a escolha da impressão digital têxtil. Por exemplo, a impressão têxtil digital é interessante para volumes de impressão que são pequenos demais para serigrafia rotativa. Exclusividade e qualidade superior andam juntas.

Seu processo de impressão e a escolha de uma impressora

Diversos fatores influenciam a escolha entre rotativo e digital. Já mencionamos volume e preço por metro como fatores decisivos ao escolher entre uma impressora rotativa de serigrafia ou uma impressora têxtil digital (mesmo que seja uma impressora de passagem única que pode imprimir grandes volumes, mas nunca ao custo de rotativa nesses volumes). A questão de fundo é: o que combina com a sua empresa?

Como mencionado anteriormente, muitas empresas utilizam ambas as tecnologias. Se você ainda quiser fazer uma escolha, precisa responder de forma muito específica à sua situação, mercado ou produto único e escolher uma tecnologia com base nisso. Leve em consideração os seguintes fatores:

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Tratamento superficial para impressão

 Tratamento superficial de flambagem em termoplásticos


Superfícies não polares, inertes quimicamente, acompanhadas da baixa tensão superficial de alguns termoplásticos, fazem com que estes sejam pouco ou nada receptivos a tintas de impressão. O polietileno (PE) e o polipropileno (PP) são os plásticos com as maiores tensões superficiais e por conseguinte requerem tratamento térmico flambagem para se imprimir sobre os mesmos.

A flambagem tem como finalidade aumentar a tensão superficial destes plásticos para que estes possam ser impressos com tintas, receber etiquetas ou qualquer tipo de marcação mecânica. Não se pode visualizar o efeito deste tratamento, porém a troca das propriedades da superfície pode ser detectada pelos seguintes testes práticos:

  • Mergulhar completamente o frasco flambado em água. Uma flambagem correta resultará em um filme de água que cobrirá completamente a superfície do mesmo. Uma má flambagem será constatada se o filme de água se romper imediatamente após se retirar o frasco flambado da água;


  • Fita adesiva. Escrever com um lápis sobre a superfície flambada e colar a fita adesiva sobre o local riscado apertando-a firmemente. Retira-se a fita em um só golpe. Um bom flambado reterá a escrita. O mesmo se aplica a frascos já impressos após 24 horas.









Flambadores a gás



A flambagem é essencialmente uma oxidação do plástico mediante a incidência da chama rica em oxigênio. Uma chama convenientemente ajustada e que tenha energia suficiente resultará em troca estrutural do plástico. Esta troca é superficial, porém não permanente. Após o tempo de 10 a 15 horas a superfície flambada perde sua liberação de radicais e volta paulatinamente a seu estado original, por essa razão deve-se imprimir sobre a superfície do substrato neste prazo. Depois deste período deve-se flambar novamente antes da impressão.

NOTA: Se posteriores impressões fora do período que dura o efeito da flambagem se fizerem sobre a primeira ou última impressão ou cor deverá ser feita uma nova flambagem.
Os materiais que já vem com tratamento oxidativo como mangas e chapas do mesmo de polietileno é tratada pelo processo corona o qual foi apresentado anteriormente. Este efeito pode permanecer por meses. O efeito gerado por flambagem com chama é breve. 

Permite somente imprimir dentro de um turno de trabalho. Ambos tratamentos são totalmente eficazes e a ativação superficial é intensa. A combinação da oxidação e aquecimento produz um flambado de qualidade na embalagem. A oxidação é obtida através de chamas ricas em oxigênio. Estes oxigênios provêm do ar comprimido empregado na combustão do gás utilizado e através de métodos apropriados. Qualquer gás pode ser utilizado neste processo. Os mais disponíveis são o gás propano doméstico, acetileno e gás metano.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Serigrafia ou Impressão Digital DTG?

 O mercado de estamparia passou por uma transformação profunda nos últimos anos, especialmente pelo dinamismo das marcas próprias, do streetwear e da personalização instantânea. Nesse cenário, surge uma dúvida: manter a impressão em serigrafia (Silk-screen) ou adotar a inovação da impressão digital direta no tecido (DTG)?

Neste artigo, você vai entender a diferença entre Silk-screen e DTG, as vantagens de cada método e como a tecnologia pode transformar sua produtividade, eliminando custos ocultos e elevando o padrão de qualidade da sua marca. 

A serigrafia e a impressão digital são dois dos principais processos de impressão utilizados na indústria gráfica, mas possuem características bastante diferentes em termos de custo, qualidade, produtividade e aplicações.

O que é Serigrafia?

A serigrafia (silk-screen) é um processo em que a tinta é transferida para o substrato através de uma tela gravada com uma imagem, com o auxílio de um rodo de borracha.



Prós e contras da serigrafia

 

A principal vantagem da impressão em serigrafia é sua eficiência para grandes volumes, pois uma vez que a matriz está pronta, o tempo de produção, e principalmente o custo, são drasticamente reduzidos. Entretanto, a técnica apresenta algumas desvantagens:

Vantagens da Serigrafia

Alta deposição de tinta

  • Permite camadas espessas de tinta.
  • Excelente cobertura sobre superfícies escuras e transparentes.

Tintas especiais

  • Metalizados.
  • Relevos táteis.
  • Vernizes UV de alto brilho.
  • Tintas de segurança.
  • Efeitos fluorescentes e termocrômicos.

Durabilidade

  • Impressões resistentes à abrasão e intempéries.

Baixo custo em grandes tiragens

  • Após a preparação das telas, o custo unitário torna-se muito baixo.

Versatilidade de substratos

  • Papel.
  • Filmes plásticos.
  • Vidro.
  • Metal.
  • Tecido.
  • Cerâmica.

Desvantagens da Serigrafia

❌ Alto custo de preparação inicial.

❌ Tempo de setup elevado.

❌ Pouco econômica para pequenas tiragens.

 Precisa criar um filme da imagem para gravar a tela.

❌ Necessidade de fabricação e armazenamento de telas.

❌ Maior geração de resíduos.


O que é Impressão Digital DTG?

A técnica de estamparia DTG (Direct to Garment) depende apenas de uma impressora têxtil de alta definição, que aplica a tinta diretamente nas fibras do tecido. Diferente dos processos analógicos, ela elimina todas as barreiras entre a arte digital e o produto final, oferecendo uma liberdade criativa sem precedentes.



  • O fluxo de trabalho é surpreendentemente ágil e limpo. Tudo começa com o envio do arquivo digital do computador para uma impressora têxtil;

  • Sem a necessidade de telas ou fotolitos, as cabeças de impressão disparam microgotas de tinta pigmentada que se fundem ao tecido instantaneamente;

  • O grande diferencial é a capacidade de reproduzir milhões de cores e degradês complexos em uma única passagem, resultando em uma estampa de qualidade fotográfica e com fidelidade de detalhes que a serigrafia não consegue alcançar

Vantagens e desvantagens do DTG

  • Setup zero e agilidade total: A maior vantagem é a capacidade de imprimir uma única peça com o mesmo custo unitário de cem. Isso viabiliza o modelo on demand e coleções exclusivas, permitindo que você aceite pedidos personalizados e entregue em tempo recorde;

  • Qualidade Ultra HD e toque premium: A tecnologia entrega degradês perfeitos e uma riqueza de detalhes impressionante. Além disso, as tintas de pigmento garantem o tão desejado toque zero, proporcionando um acabamento macio e confortável, muito valorizado no mercado de moda premium;

  • Sustentabilidade: O DTG é a escolha ecológica por excelência. O processo consome pouquíssima água, gera o mínimo de resíduos e utiliza tintas certificadas. É uma operação silenciosa e limpa, que pode ser instalada até mesmo em ambientes comerciais ou pequenos estúdios;

  • Fidelização e customização: Com o DTG, você consegue atender desde o cliente que deseja uma estampa exclusiva para um evento até grandes marcas que buscam prototipagem rápida e alta qualidade.

A impressão digital está ganhando espaço nas aplicações convencionais devido à flexibilidade e personalização. Entretanto, a serigrafia permanece insubstituível para acabamentos premium, alta cobertura de tinta e efeitos especiais. O cenário mais provável para os próximos anos não é a substituição de um processo pelo outro, mas sim a expansão das soluções híbridas, especialmente nos mercados de rótulos, embalagens de valor agregado, cosméticos, farmacêuticos e segurança.

Principais diferenças entre Silk e DTG

 

 

Serigrafia (Silk Screen)

DTG (Digital Direta)

Espaço físico

Amplo. Exige áreas separadas para gravação de telas, lavagem, berços e secagem.

Compacto. Ocupa pouco mais que o espaço da impressora e de uma prensa térmica.

Maquinário

Garras ou carrosséis, estufas, gravadora de matrizes e tanques de limpeza.

Impressora DTG semi industrial e prensa térmica.

Insumos

Telas, emulsões, tintas diversas (plastisol, base d'água) e solventes.

Tintas pigmentadas específicas (CMYK + Branco) e líquido de pré-tratamento.

Mão de obra

Especializada e técnica. Requer conhecimento em separação de cores e gravação.

Digital. Focada em software gráfico e operação de equipamentos de precisão.

Tiragens e custos

Alto custo inicial (setup). O valor unitário só cai em grandes volumes.

Custo fixo, já que produzir 1 ou 200 peças tem o mesmo valor. Ideal para coleções exclusivas.

Prazos e entrega

Longo. Depende da preparação física das matrizes antes de iniciar a impressão.

Imediato. Processo "clicar e imprimir", garantindo resposta rápida ao cliente final.

Qualidade

Apresenta textura perceptível ao toque e limita a reprodução de detalhes e degradês.

Ultra HD. Fotografia e degradês perfeitos com toque zero, pois a tinta se funde à fibra.

terça-feira, 2 de junho de 2026

FuturePrint - A maior feira de Comunicação Visual, Serigrafia e Impressão Digital Têxtil.

FuturePrint -  A maior feira de Comunicação Visual, Serigrafia e Impressão Digital Têxtil.

A FuturePrint já se consolidou como o principal evento do setor, atraindo, em sua última edição, mais de 45 mil visitantes altamente qualificados, todos em busca de oportunidades, conexões e inovações que impulsionam o mercado.

E agora em 2026, prepare-se para algo ainda mais extraordinário! De 14 a 17 de julho, no Distrito Anhembi, a FuturePrint promete uma edição épica, repleta de energia e inovação. Serão dias incríveis, com a presença de tomadores de decisão, palestras transformadoras, networking de alto nível, workshops práticos e uma exposição impressionante.

Inscreva-se agora e conecte-se com as inovações e os líderes que estão transformando o mercado.

A FuturePrint é uma feira anual de negócios da América Latina que conecta empresas e profissionais dos setores de comunicação visual, serigrafia, impressão digital e têxtil. O evento reúne tecnologias, tendências do mercado, conteúdo qualificado, networking e oportunidades reais de negócios, consolidando-se como um dos principais pontos de encontro do mercado.

Em sua 35ª edição, a FuturePrint reuniu mais de 600 marcas expositoras, ocupando mais de 30.000 m² de área de exposição e oferecendo mais de 120 horas de conteúdo especializado.


Visitar a FuturePrint é uma oportunidade de estar em contato com as principais inovações, tecnologias e tendências do mercado. Durante o evento, os visitantes podem conhecer novos equipamentos, materiais, softwares e soluções, além de acompanhar conteúdos apresentados por especialistas e profissionais renomados.

A feira também oferece um ambiente dinâmico para expandir o networking, descobrir novas oportunidades, encontrar fornecedores e parceiros estratégicos e gerar negócios, reunindo em um único lugar conhecimento, inovação e conexões que impulsionam o desenvolvimento profissional e empresarial.

A FuturePrint é destinada a profissionais dos setores de comunicação visual, serigrafia, impressão digital e impressão têxtil que buscam conhecer novas tecnologias, tendências do mercado, fornecedores e oportunidades de negócios

quinta-feira, 28 de maio de 2026

CONCEITOS BÁSICOS PARA UMA BOA GRAVAÇÃO DE MATRIZES

 Vamos falar um pouco sobre os conceitos básicos de uma boa gravação de matrizes.




1º) As telas devem ser desengraxadas ou desengorduradas sempre antes da aplicação da emulsão, para remoção de qualquer impureza que esteja no tecido. Não utilize detergente caseiro, ele contém lanolina e silicone que prejudicam a ancoragem da camada de emulsão na tela. Recomendo o uso do  desengraxante próprio vendido em lojas de materiais de silk screen, não sendo possível utilize sabão de coco.

 2º) Escolher a emulsão de acordo com a tinta que você vai usar na impressão. Se você for trabalhar com tinta a base de água, plastisol ou tinta sintética a base de solvente escolher as emulsões resistentes a água (emulsão hidrofoto), mas se você vai imprimir com tinta a base de solvente ou ultra violeta utilize as emulsões resistentes a solventes (emulsão plastifoto). Não esqueça de comprar o sensibilizante (bicromato), este sensibilizante deve ser adicionado na emulsão na proporção de 9 partes de emulsão para 1 parte de sensibilizante. Cuidado para não preparar muita emulsão pois a vida útil da emulsão sensibilizada com bicromato é de 48 horas aproximadamente. Recomendo a utilização de um copo  plástico graduado (copo Becker) para preparação. Sempre que estiver preparando a emulsão utilize lâmpada amarela de serviço, nunca utilize lâmpada branca durante esta etapa.

3º) Qualquer fonte de luz pode ser utilizada na gravação de telas de serigrafia. Porém, recomendo a utilização de lâmpadas pontuais, como: halógena de 500/1000 Watts ou foto flood de 250/500 Watts. Esses dois tipos de lâmpadas não utilizam reatores para funcionamento. A lâmpada halógena precisa de um refletor próprio. Não esqueça que esta lâmpada deve ser manuseada com um pano ou flanela, pois se você tocar no seu bulbo de vidro poderá danificar a lâmpada para sempre. A lâmpada foto flood só possui um inconveniente, o seu tempo de vida de 60 horas aproximadamente. Importante não esqueça de comprar sua lâmpada na tensão que você disponha (110/220V), as lâmpadas com voltagens de 220 volts possuem menor consumo de energia;

 4º) Se você optar por montar sua própria mesa de luz não esqueça de colocar a lâmpada a uma distância de 60 cm do vidro. O vidro deve ser totalmente transparente de espessura mínima de 6 mm. Para quem esta começando, recomendo uma mesa de vidro de 80x80cm. Se você optar em cobrir as laterais da mesa não esqueça de deixar algumas pequenas saídas de ar, pois o calor da lâmpada no interior da mesa certamente irá trincar o seu vidro;

5º)  Na hora de aplicar a emulsão na tela utilize uma calha de alumínio apropriada ou improvise com uma régua de acrílico ou algo semelhante. A camada de emulsão na tela deve ser a mais uniforme possível. Utilize uma régua com comprimento um pouco menor que a largura interna da moldura da tela. A  camada de emulsão do lado externo da tela vai definir a resolução da imagem gravada e camada interna a resistência da tela a abrasão do rodo impressor. Para telas de numeração muito aberta até 77 fios/cm, recomendo uma aplicação pelo lado externo e uma pelo lado interno. Acima de 80 fios/cm recomendo 1 aplicação de camada  pelo lado externa e 2 pelo lado interno. Coloque a tela para secar na horizontal com o lado externo voltado para baixo, sobre alguns calços improvisados. Você pode secar a frio com o auxílio de um ventilador ou circulador de ar, ou a quente com o uso de um  secador de cabelos em temperatura baixa. 

Nunca utilize o soprador térmico para esta tarefa, pois sua temperatura é muito elevada. Quando a tela estiver com uma aparência fosca na camada de emulsão esta na hora de realizar a gravação na mesa de luz. A temperatura ideal de secagem para este tipo de emulsão é de 35º C. 

Importante: A tela depois de seca com emulsão sensibilizada com bicromato deve ser gravada até 4 horas. Pois o bicromato reage depois deste tempo mesmo protegido de luz.

5º) Se você possui uma mesa de gravação com lâmpada halógena de 500 W, o tempo de gravação deve estar em torno de 1 min de exposição. Quando a camada de emulsão não estiver totalmente endurecida pela ação da luz branca é porque o tempo de gravação não foi o suficiente para polimerizar esta camada, neste caso, aumente o tempo de exposição para corrigir este problema. O filme a ser gravado deve ter um perfeito contato com o tecido da tela. Coloque o filme sobre o vidro da mesa e a seguir coloque a tela emulcionada com o lado externo voltado para baixo, agora precisamos de um perfeito contato entre ambos, para isso, recomendo que você coloque uma flanela pelo lado interno e sobre ela um pedaço de Duratex  e por último coloque alguns pesos sobre esta placa para ajudar na compressão.

Você pode utilizar latas vazias de leite em pó com concreto no interior para servir de peso, pode até colocar umas alças de vergalhão para facilitar o manuseio. Decorrido o tempo de gravação você deve revelar a tela com jatos de água sob certa pressão. A camada não polimerizada pela luz irá se dissolver na água. Se a tela estiver bem gravada e revelada coloque para secar e depois verifique se é necessário realizar algum retoque, você poderá retocar com a própria emulsão, se você estiver retocando com emulsão para tinta a base de água não esqueça de secar e dar uma segunda exposição na luz para completa polimerização desta camada aplicada;



Dr. Silk





segunda-feira, 18 de maio de 2026

28 Dúvidas mais frequentes sobre serigrafia

  O QUE É O PLASTISOL?

Plastisol é um composto derivado de resinas de policloreto de vinila (PVC), diversos tipos de plastificantes, pigmentos e cargas (se necessário) e aditivos para melhorar a qualidade do produto final. O Plastisol é um produto com aproximadamente 99,5% de partes não voláteis, isento de solventes orgânicos, água ou outros tipos de substâncias que volatilizam.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE AS TINTAS A BASE DE ÁGUA E A BASE DE PLASTISOL?

São tintas totalmente distintas que não possuem muitas comparações. Desde as suas formulações até seus resultados finais, cada um a tem seu beneficio para a serigrafia têxtil. As tintas a base de plastisol são compostos basicamente por resinas especiais de Policloreto de Vinila e plastificantes de diversos tipos, oferecendo uma solidez de quase 100% de partes não voláteis, alto brilho, elasticidade e flexibilidade, não seca a o ar ambiente, possui alto poder de cobertura, impermeabilização e principalmente possibilita a criação de efeitos especiais e diferenciados com 3D (alto relevo). Já as tintas a base de água possuem um sólido baixo com uma média de 50% de partes não voláteis, resinas acrílicas, a maioria seca ao ar ambiente, oferece um toque mais seco e macio , possibilita maior respiração do tecido, além de oferecer diversos trabalhos diferenciados também.

QUAIS AS VANTAGENS DA TINTA PLASTISOL?

O Plastisol tem diversas vantagens em relação às outras tintas:

- Alta elasticidade e flexibilidade;
- Alto índice no teor de sólidos;
- Não seca ao ar ambiente;
- Alta definição na imagem;
- Poder de cobertura;
- Brilho;
- Rendimento;
- Fácil manuseamento;
- Aspecto emborrachado;
- Proporciona trabalhos diferenciados;
- Ótimo custo/ benefício.

QUAL O MELHOR TECIDO PARA USAR NAS MATRIZES SERIGRÁFICAS?

Para melhor qualidade de sua matriz, aconselhamos utilizar os tecidos técnicos de poliéster monofilamento. Esses tecidos são como uma linha de pesca (fio único) , enquanto que os tecidos multifilamento são como um barbante ( diversos fios entrelaçados ) , que com o tempo vão se abrindo e permitindo a penetração da tinta entre eles, causando entupimento da matriz . Atualmente existe uma variação muito grande de tecidos técnicos , tanto na sua tramação quanto no diâmetro do fio.

POSSO USAR A TINTA PLASTISOL JUNTO COM UMA OUTRA TINTA BASE DE ÁGUA NA MESMA ESTAMPA?

Pode usar sim, desde que não há sobre posição de uma tinta sobre a outra, seja plastisol ou base água. Caso haja uma sobre posição, aconselhamos fazer testes prévios antes de uma produção. Também tomem cuidado com a migração da tinta base água para a tinta plastisol.

MINHA ESTAMPA BRANCA ESTÁ MUDANDO DE COR APÓS PASSAR NA ESTUFA. O QUE FAZER?

Provavelmente o tecido deve ser sintético e tingido com corante disperso. O tingimento do tecido com corantes dispersos não aguentam a alta temperatura (170ºC) que o plastisol necessita para curar, assim o corante migra para a tinta plastisol. Para resolver, você pode usar um Plastisol Primer Bloqueador. Caso não resolva a migração, também pode-se fazer uma lavagem redutiva do tecido para remover o excesso de corante disperso e evitar a migração. Uma outra solução é usar tinta base de água de secagem ao ar para que não haja calor sobre o tecido evitando a migração. Tome cuidado também quando a peça sai da estufa, pois o empilhamento pode também passar a migração do corante para a estampa do tecido de baixo.

QUAIS OS EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS PARA PODER USAR A TINTA PLASTISOL?

É necessário um equipamento de fonte de calor que libere altas temperaturas. Para um baixo investimento e baixa produção, pode-se adquirir um soprador térmico, flash cure pequeno, secador a gás ou uma estufa de gaveta. Para um alto investimento para altas produções , aconselhamos o uso de flash cure maiores e modernos e estufas de esteira.

QUERO TRABALHAR COM PLASTISOL, MAS NÃO TENHO ESTUFA. POSSO CURAR O PLASTISOL COM O SOPRADOR OU FLASH CURE?

O plastisol cura a uma temperatura a cima de 160 º C e com um tempo determinado. O importante é ter uma fonte de calor que tenha esses requisitos. Aconselhamos sempre usar estufa, pois conseguimos controlar sua temperatura e tempo. Já o flash cure e o soprador térmico são ideais para realizar a pré-cura, mas se os mesmos tiver em um controle estável e preciso no manuseamento, pode-se conseguir a cura do plastisol. Lembre-se que o trabalho manual é fundamental.

ESTOU UTILIZANDO PLASTISOL E A ESTAMPA ESTÁ CRIANDO BOLHAS DEPOIS DE CURADA, O QUE PODE SER?

Podem ser diversos fatores, mas os mais comuns são:

- Diluições excessivas com Amaciante para Plastisol. Aconselhamos usar no máximo 5%.
- Alta temperatura da fonte de calor, ocorrendo fervura do plastisol.
- Preparação incorreta do plastisol.

COMO FAÇO PARA CONSEGUIR UMA BOA COBERTURA NO TECIDO ESCURO?

Quanto mais aberto for o tecido da matriz, maior quantidade de tinta passará, assim oferecendo melhor cobertura . Outra solução é realizar uma maior quantidade de passadas (repiques).

EXISTE ALGUM RETARDADOR PARA TINTA BASE DE ÁGUA?

Existe os Retardadores a base de água. Usar na média de 5 a 10% sobre qualquer tinta base de água, evitando o entupimento da matriz. Caso não tenha este produto em mãos, pode-se usar 5% de uréia técnica ou águarraz. Tome cuidado para não exceder esses produtos.

O QUE SIGNIFICA UMA IMPRESSÃO FORA DE CONTATO?

Impressão fora de contato é uma técnica que permite que a matriz (tela) não fique em contato com a mesa de impressão, ou seja, o contato entre os dois apenas ocorre com a pressão do rodo durante a impressão, assim oferecendo alta qualidade na imagem da aplicação. Essa técnica é uma sugestão que oferecemos para melhor qualidade de seus resultados.Utilizamos este recurso para imprimir materiais com tintas a base de solvente e plastisol.

COMO FAÇO PARA DILUIR OU AMACIAR A TINTA BASE DE ÁGUA?

O ideal é nunca diluir qualquer tinta base de água, pois os produtos são produzidos prontos para uso. Mas caso haja necessidade , pode-se adicionar uma solução de sulfato de amônia em pequenas quantidades para  abaixar um pouco a viscosidade sem prejudicar o produto. O uso de água não é recomendado.

QUAL A MELHOR TINTA PARA A FABRICAÇÃO DE ADESIVOS EM VINIL?

Tinta Vinílica com acabamento fosco ou brilhante.

QUAL A MELHOR TINTA PARA A PRODUÇÃO DE SACOLAS PLÁSTICA DE POLIETILENO?

Tinta de Poliestireno. Indicado para produção de sacolas e outros matérias de polietileno. Lembre-se que é de extrema importância que as sacolas de polietileno estejam tratadas antes da a plicação da tinta. Este tratamento é conhecido como tratamento corona. Cuidado, este tratamento possui um prazo de validade de 6 meses aproximadamente.

QUAL SERIA O TEMPO IDEAL PARA A REVELAÇÃO DE UMA TELA?

Varia muito de acordo com a qualidade do fotolito em uso e a qualidade do tipo de lâmpada que vocês está usando. Mas a revelação geralmente leva em torno de 3 minutos.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE RELEVO BASE E RELEVOPLAST?

O Plastisol Relevo Base é um produto para criar efeito 3D sem o uso de matrizes de alto relevo, possui alta qualidade de definição da imagem, toque leve e maleável e boa fixação. Já o Relevoplast é um produto mais duro, necessita de uma matriz com emulsão alto relevo, alta viscosidade e não oferece boa fixação em alguns substratos. Este produto é muito utilizado na fabricação de bonés promocionais.

QUAIS OS TIPO DE TRANSFERS UTILIZADOS NA SERIGRAFIA?

- Transfer com papel Flocado (efeito com floco);
- Transfer com papel Foil (efeito metálico);
- Transfer com papel Refletivo (efeito olho de gato );
- Transfer com tinta Seriplast (ideal para confecções de números e logotipos);
- Transfer com tinta Serisol (tinta plastisol, ideal para alta produção de transfer);
- Transfer com tinta Hidrotransfer (similar ao transfer Serisol, porém base de água);
- Transfer Litográfico (off-set com serigrafia usando a tinta Serisol);
- Transfer Sublimático (ideal para linha esportiva , somente para tecidos sintéticos).

É POSSÍVEL FAZER A TRANSFERÊNCIA DO TRANSFER COM FERRO DE PASSAR ROUPA?

Não, pois a qualidade de adesão é comprometida. Recomendamos o uso de prensas térmicas para obter total controle na temperatura, pressão e tempo.

ONDE POSSO COMPRAR PAPÉIS FOIL E FLOCADO PARA TRANSFERS?

A Gênesis oferece praticamente todos os tipos de papéis especiais para confecção de transfers através de seus distribuidores.

- Papel Soft (acabamento fosco)
- Papel Brilhante (acabamento brilhante)
- Papel Flocado (acabamento aveludado)
- Papel Laminado Foil (acabamento metalizado)
- Papel Refletivo (acabamento refletivo)
- Papel para Hidrotransfer
- Filme Transparente cristal

A TINTA PLASTSOL PODE SER DILUÍDA COM ALGUM TIPO DE SOLVENTE?

Não aconselhamos usar nenhum tipo de solvente orgânico ou água, pois eles são incompatíveis com o plastisol e podem causar perda de qualidade da estampa. O correto é utilizar Amaciante para Plastisol.

PLASTISOL ENTOPE TELA?

O plastisol é um produto que só seca a ação de temperaturas elevadas e só começa a reagir a partir de 60ºC. A temperatura ambiente nunca entupirá a matriz (tela). Se deixar ela muito tempo parada na tela, pode vir a aumentar a sua viscosidade, dando impressão de entupimento, mas isso não ocorre.

PORQUE EXISTEM ALGUMAS ESTAMPAS QUE RACHAM?

Para linha base de água: A Gênesis  tintas oferece diversos produtos, pois as variações de tecidos são imensas, para tecidos com elasticidade aconselhamos o uso da tinta Sericryl Elastic ou o Sericryl para Lycra.

Para linha plastisol: O plastisol é como se fosse um plástico na forma líquida, e plásticos não racham, apenas se rompem. Para não ocorrer este rachamento, aconselhamos o uso de repiques para aumentar a camada de tinta e conseqüentemente a sua resistência a elasticidade e flexibilidade. Outro problema pode ser apenas a cura errada do plastisol.

PORQUE ÀS VEZES APARECEM FUROS NA ESTAMPA DE PLASTISOL?

Diversos fatores podem causar este problema, mas geralmente elas aparecem na primeira impressão devido a telas mal esticadas, rodos desgastados, mesas muito macias ou tecidos técnicos de baixa qualidade.

PORQUE A ESTAMPA COM RELEVO BASE ÀS VEZES FICA ARREDONDADA?

Pode ser por causa do encolhimento do tecido com a ação de uma fonte de calor, o excesso de temperatura na estufa ou a aplicação não foi toda expandida na mesa, assim expandido em excesso dentro da estufa.

PORQUE MINHA TELA NÃO POSSUI MUITA RESISTÊNCIA DURANTE A IMPRESSÃO?

Geralmente este problema esta relacionado ao tempo incorreto de exposição principal. Para corrigir este problema aconselho aumentar o tempo de exposição, para completa polimerização da camada de emulsão exposta a fonte de luz. Existem produtos que podem ser utilizados para endurecer a camada de emulsão. O fabricante Agabê possui o produto Anti-Véu HB70 que reage instantaneamente endurecendo a camada.

PORQUE MINHA TELA FICA CHEIA DE PEQUENOS FUROS DEPOIS DE SECA A CAMADA DE EMULSÃO APLICADA?

Micro furos podem ser provenientes de tecido contaminado com poeira, gordura, etc. Neste caso, recomendo lavar a tela com um desengraxante próprio para telas serigráficas. Este problema também pode ocorrer quando aplicamos uma fina camada de emulsão em telas muito abertas. Para corrigir, oriento uma segunda aplicação de emulsão pelo lado externo da tela, antes da gravação.

PORQUE O LENÇOL DE BORRACHA DE MINHA PRENSA DE GRAVAÇÃO A VÁCUO SE DANIFICA COM FREQUÊNCIA?

Se você esta trabalhando numa região onde a temperatura ambiente é muito elevada (acima de 35ºC), isto deve ocorrer com frequência realmente. Aconselho usar um pouco de talco industrial na superfície do lençol de borracha, aplicando nos 2 lados do lençol. Para corrigir definitivamente esse problema você poderá substituir o lençol de borracha por uma lona de bagun flexível, a única limitação será para gravar pequenas telas abaixo de 30x40cm.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Montando minha primeira mesa de gravação de telas

 Antes de darmos algumas dicas para você montar sua mesa de gravação de telas de silk screen,  precisamos entender alguns conceitos básicos da gravação de telas. Vamos lá!


Primeiro, precisamos entender como as imagens são gravadas nas telas. A tela é composta de uma moldura que pode ser de madeira ou outros materiais como alumínio ou ferro. As molduras de madeiras são as mais usadas devido ao baixo custo e a facilidade de ser usada para esticar os tecidos nelas. 

Estes tecidos são geralmente de poliéster ou nylon e podem ser encontrados em lojas de material de silk screen e são vendidos a metro linear. Todos os tecidos possuem uma numeração que correspondem ao número de fios que esse tecido tem em 1 cm/linear. Os tecidos mais abertos possuem numerações mais baixas como 44, 50, 55, 62 e 77 fios/cm.

Se você vai imprimir em material têxtil (tecidos, camisas, bermudas, etc) você terá que escolher uma numeração entre 44 à 77 fios/cm. Agora que você tem a moldura e o tecido basta esticá-lo na moldura, fixando o mesmo no quadro de madeira com ajuda de um grampeador de estofador. Uma vez esticado, a tela deve ser desengordurada lavando com sabão de cocô ou desengraxante próprio para esta finalidade, vendido nas lojas do ramo. Ponha para secar e proteja a tela de poeira até ser usada na gravação.

Você vai precisar de uma emulsão fotográfica e de sensibilizante, lembre-se, todos esses produtos devem ser adquiridos em lojas de silk screen. Quando você for comprar a emulsão deve escolher entre a emulsão hidrofoto (para tintas a base de água) e a plastifoto (para tintas a base de solvente). Porém, quando for prepará-las deve fazer isso num ambiente que tenha luz amarela de serviço.

Nunca prepare esta emulsão sob luz branca! A proporção é de 9 partes de emulsão para 1 parte de sensilizante, mexa bem estes produtos e deixe descansar por aproximadamente 30 min, para eliminar bolhas de ar provocadas pela agitação. Não prepare muita emulsão pois sua vida útil é de aproximadamente  48 horas. 

Chegou a hora de aplicar a emulsão na tela limpa, com o auxilio de uma calha de acrílico, plástico, alumínio, etc. Comece aplicando uma camada pelo lado externo da tela e depois termine pelo lado interno. Para secar a tela com emulsão, utilize um ventilador, colocando a tela na posição horizontal com o lado externo voltado para baixo,sobre calços de madeira ou outro material . A tela estará seca quando sua aparência estiver fosca, coloque a tela de encontra a luz amarela para verificar a sua secagem. 

Se a tela apresentar pequenos furos, você precisa aplicar mais uma camada de emulsão pelo lado externo da tela. Estamos chegando ao grande momento da gravação. Mas pera ai! O que eu vou gravar? Escolha uma imagem a traço bem fácil para começar, com o tempo você poderá usar imagens mais complexas e com maior número de cores. Ah! Em tão no silk screen, cada cor a ser impressa deve corresponder a uma tela. Desta forma, quando vou imprimir por exemplo uma imagem com 3 cores, vou ter que gravar 3 telas. Isso mesmo!

Posteriormente, estarei postando um material especialmente elaborado para ajudar  você a preparar os filmes que serão usados na gravação das suas telas. Os filmes com as imagens a serem gravadas devem ser confeccionados com vegetal ou poliéster. 

Coloque o original preso sobre uma mesa com durex e sobre ele o vegetal ou poliéster e copie com uma caneta de nanquim a imagem. Como a imagem será gravada na tela? A tela já emulcionada depois de seca estará sensível a luz branca. Quando coloco o filme feito a nanquim junto com a tela para gravar na mesa de luz, as áreas negras do filme (grafismo) irão bloquear a passagem da luz, enquanto as áreas transparentes vão receber  ação da luz que irá polimerizar estas áreas, ou seja, vai endurecer esta camada de emulsão. Simples né! Depois de exposto à luz a tela deve ser lavada com jatos de água, para remoção da camada de emulsão que não endureceu. As telas podem ser gravadas em qualquer tipo de luz. 

Particularmente eu recomendo que você compre uma lâmpada halógena de 500 ou 1000 Watts, não esqueça de verificar a voltagem de sua residência antes de comprar a lâmpada (110 ou 220 Volts), esta lâmpada precisa de um refletor, o custo dela deve estar em torno de R$35,00. Prepare sua mesa com altura de aproximadamente 90 cm e coloque sobre sua base vazada um vidro de 6 mm transparente, colocando a lâmpada por baixo a uma distância de 60 cm do vidro. Geralmente esta mesa grava com um tempo de exposição de 2 minutos aproximadamente. 

Coloque sobre o vidro o filme com a imagem desenhada em nanquin e depois a tela emulsionada, em seu interior coloque uma flanela ou plástico preto e sobre ela uma placa plana de madeira, vidro, etc. Coloque agora, alguns pesos sobre esta placa para um perfeito contato na hora da gravação. Esses pesos podem ser feito com latas vazias de leite em pó ou achocolatados colocando um pouco de concreto no seu interior, se quiser sofisticar um pouco, poderá introduzir no seu interior uma alça de vergalhão, para facilitar o seu manuseio. Deixe exposto a luz por aproximadamente 2 min, a seguir revele com o auxílio de um jato de água, para remoção da camada que não endureceu na luz. Deixe secar e pronto. 

Verifique se existe algum retoque a fazer na tela, se for necessário utilize esmalte de unha para fazer os retoques em emulsões hidrofoto, para realizar retoque em telas gravadas com emulsão plastifoto, utilize essa própria emulsão.Aplique uma fita adesiva crepe nas laterais interna da tela, para vedar e não deixar a tinta passar nessas áreas. Você agora poderá imprimir com o auxílio de tintas e rodos de borrachas. Se você seguir estas dicas, creio que vai dar tudo certo. Qualquer dúvida, estamos aqui! 

Se precisar de mais informações - email: doutorsilk@gmail.com.