terça-feira, 4 de novembro de 2014

COMO FABRICAR SUA PRÓPRIA EMULSÃO FOTOGRÁFICA HIDROFOTO

Iniciamos com esta postagem a série “desvendando os segredos da serigrafia”. Nesta série Dr. Silk irá derrubar certos tabus que envolvem a serigrafia, ele prometeu aos seus seguidores que vai revelar os segredos “ocultos” que envolvem esta arte de impressão chamada serigrafia.

COMO FABRICAR SUA PRÓPRIA EMULSÃO FOTOGRÁFICA HIDROFOTO

Antes de ensinar você a fabricar sua emulsão permita-me tecer alguns comentários e informações relevantes sobre as emulsões fotográficas utilizadas para gravar telas serigráficas.


Existem 3 tipos de emulsões fotográficas no mercado: 

1ª) Hidrofoto – emulsão para gravação de telas que utilizam tinta a base de água, plastisol e tintas a base de solventes sintéticas;
2ª) Plastifoto – emulsão para gravação de telas que utilizam tinta a base de solvente e plastisol; 
3ª) Co-solvente – emulsões modernas para gravação de telas que utilizam qualquer tipo de tinta.

Nesta postagem estaremos ensinando você a fabricar sua própria emulsão fotográfica hidrofoto. Esta emulsão basicamente é composta por adesivo de PVA (cola branca) em dispersão aquosa, pigmentada com cor para dar contraste na área de grafismo (imagem).

O poliacetato de vinila é um polímero sintético mais conhecido pela sigla PVA, que vem do inglês  polyvinyl acetate. Sua maior propriedade é a alta adesividade, por isso o PVA é muito aplicado na fabricação de tintas de parede do tipo látex, em colas comuns, adesivos para papel e em gomas de mascar.



Esse polímero foi descoberto em 1912 pelo Dr. Fritz Klatte, na Alemanha.
Ele é um polímero de adição obtido pela reação de polimerização do acetato de vinila ou acetato de etila.

Agora que você conhece o adesivo PVA, vamos descrever a receita para você preparar sua emulsão fotográfica. Lembrando a você que financeiramente só é válido se você comprar o adesivo PVA em quantidades acima de 5 litros. 

Quantidades pequenas como 1 litro não compensa financeiramente, melhor comprar a emulsão fotográfica pronta de algum fabricante de produtos serigráficos.

Observação: não esqueça, toda emulsão fotográfica necessita de um sensibilizante para se tornar sensível a luz branca e desta forma endurecer durante o processo de gravação. A proporção é de 9 partes de emulsão para 1 parte de sensibilizante. O sensibilizante mais fácil de trabalhar e de comprar no Brasil é o bicromato de amônia, vendido em lojas de materiais de silk screen. Mas cuidado, este sensibilizante não é biodegradável e não deve ser manipulado sem proteção individual (luvas, máscara, óculos). Depois de adicionado a emulsão deve ser usado no máximo em 4 dias. Depois de aplicado na tela e seca, deve ser gravada em até 4 horas.

Ingredientes:

·        Cola de PVA de qualidade, no Brasil indico a cola Cascorez Extra da Cascola, vendida em quantidades de 500g, 1Kg, 5Kg, 10Kg, 20Kg e 50Kg;
·        Pigmento líquido concentrado a base de água, no Brasil indico corantes da Suvinil. No entanto, você pode utilizar qualquer outro pigmento líquido à base de água.



MODO DE PREPARAR: adicione pequena quantidade de pigmento no adesivo de PVA para conferir cor ao composto. Lembrando que esses pigmentos são altamente concentrados e conferem cor com pequena adição. Misture bem até obter uma solução homogenia e concentrada. Para o preparo de grandes quantidades utilize uma batedeira industrial para realizar a mistura. Essas emulsões podem durar 36 meses.

Quanto as cores que podemos utilizar para pigmentar a emulsão, relaciono abaixo algumas que os fabricantes utilizam no Brasil. Infelizmente ainda não existe uma norma que regule o seu uso, ocasionando algumas confusões entre os serigrafos na hora de identificar pela cor as telas prontas (confeccionadas).

IDENTIFICAÇÃO DAS EMULSÕES POR COR (PADRÃO BRASIL): 

·        Emulsões hidrofotos: verde, amarela, laranja e rosa;
·        Emulsões plastifotos: azul, violeta e roxa;
·        Emulsões co-solventes: cinza e roxa.


Boa sorte e felicidades.
Dr. Silk

sexta-feira, 11 de julho de 2014


EFEITO ESFERA SINTÉTICA COM FOIL



PASSO 01:

Este efeito é realizado com a tinta Plastisol para Jeans ou Serisol, Esfera Sintética Incolor e Papel Foil Prata.

PASSO 02:

Primeiro estampar o Plastisol para Jeans Preto com uma tela de 44 fios/cm com emulsão relevo na tela. Aplicar 2 repiques.

PASSO 03:

Após aplicar o último repique, não fazer a pré-cura. A tinta precisa estar úmida para a fixação das esferas sintéticas.


PASSO 04:

Em seguida, jogar as esferas incolores por cima da estampa ainda úmida.

PASSO 05:

Observar se as esferas penetram bem no Plastisol
para garantir uma boa fixação.

PASSO 06:

Estufar a 180ºC por 2 minutos e logo em seguida colocar o Papel Foil por cima da estampa ainda quente.


PASSO 07: PASSO 08: PASSO 09:
Com a ajuda de um pano, esfregar o Papel Foil Deixar esfriar a peça antes de remover o Papel Foil. O efeito está pronto. Você pode usar a sua Prata na estampa com as esferas ainda quente. criatividade para outras combinações de cores. 



quinta-feira, 8 de maio de 2014

OS QUADROS SERIGRÁFICOS


A função do bastidor, caixilho ou quadro serigráfico é suportar o tecido serigráfico sob tensão, permitindo ao mesmo tempo o manuseio e repetibilidade de posição da impressão (registro).

Estando esticando, o tecido faz a dosagem da tinta de forma conveniente e permitindo a impressão fora de contato com o substrato a imprimir. Portanto, alguns pontos ficam evidentes quando a performance desejável de um quadro serigráfico.


- Rigidez: Não deve sofrer deformações significativas sob efeito da tensão do tecido ou variações climáticas.


- Peso: O manuseio deve ser facilitado na medida do possível, portanto é interessante sempre se trabalhar com materiais leves.


- Planicidade: O ajuste exato de fora-contato depende desta característica, bem como a uniformidade de esforços sofridos pelo tecido durante a impressão.


- Formatos x Materiais: O material utilizado na confecção do quadro, o acabamento do mesmo, as colas e os materiais de vedação usados na esticagem devem ter suas características de resistência avaliadas antes de seu emprego, para resistir aos solventes presentes nas tintas ou materiais utilizados para a limpeza ou reciclagem da matriz.


A composição dos caixilhos pode variar de acordo com a necessidade da resistência a tensão desejada: quadro de madeira pequeno tem melhor estabilidade que quadros desse mesmo material de grandes dimensões, levando-se em conta esse item devemos recordar sempre que quadros de grandes formatos devem ter a espessura “bitola” dos perfis maiores, independentemente do tipo de material utilizado.

Na elaboração das especificações acima, devem-se considerar as dimensões, o material e a construção.

TIPOS DE QUADROS

- Quadros de Madeira: São leves resistentes e largamente utilizados. Altas tensões, estabilidade dimensional sob variações climáticas, resistência aos esforços do processo são limitações desse material, que atualmente estão sendo controlados com diferentes bitolas, e tratamentos diferenciados das madeiras e os tipos das mesmas.

- Perfilados de Alumínio: Largamente utilizados para médios e grandes formatos. Quadros confeccionado com esse tipo de material é bastante leve, e para um dimensionamento que tenha uma boa resistência mecânica, há perfis com várias espessuras de parede e dimensões físicas. Usualmente, quadros com 50 x 70 cm e acima devem ser perfis de no mínimo quatro cm e paredes a partir de três mm de espessura.

- Perfilados de Aço: A utilização desses materiais já foi mais explorada, principalmente em quadros de grandes dimensões, pois, fornecia uma grande resistência mecânica às tensões, porém, devido ao seu peso e dificuldade de manuseio foi gradativamente substituído pelos perfilados de alumínio.

- Alumínio Fundido: Outro exemplo de grande resistência e alto peso, este tipo de quadros é largamente usados nas indústrias de componentes eletrônicos, indústria esta que utiliza quadros de pequenas dimensões sendo, portanto bastante aceitável o peso do mesmo.

Dentre as novidades, podemos citar os quadros confeccionados com Perfilados de Magnésio e Fibra de Vidro Epóxi, largamente utilizados no mercado Europeu, mas, sem distribuidores nacionais tampouco consumidores até o presente momento.

A confecção de um quadro deverá sempre atender ás especificações do sistema de esticagem, ou seja; quanto maior as dimensões dos quadros maiores deverá ser a espessura dos perfis e das paredes destes para resistir à força de tração do tecido após o tensionamento, e deverá haver conseqüentemente o emprego de soldas mais fortes nos cantos.
Existe também um artifício chamado “alma” utilizada principalmente nos quadros de alumínio, esta “alma” consiste em um perfil interno dentro do perfil para aumentar a resistência do quadro a tensões.


TAMANHO DO QUADRO

A escolha do tamanho do quadro depende da área de impressão e do tipo de impressão. Sempre deve haver uma zona adequada, reservada fora da área de impressão, para os restos de tinta (tinteiro).
Os espaços necessários na lateral e especialmente na altura, devem ser determinados para cada tipo de máquina através de testes práticos. Espaços para restos de tinta muito pequenos podem ocasionar, entre outras coisas, dificuldades de registro e impressões de pouca qualidade. Somente através de testes apropriados é possível escolher os melhores formatos de impressão para as máquinas.
Na impressão de têxteis, o tamanho da área de impressão e o quadro devem ser adaptados ao sistema de rodo, montado de acordo com as instruções do fabricante. Ao contrário da serigrafia gráfica, a impressão de têxteis é geralmente feita através de “contato”, ou seja, não há nenhuma separação física entre a matriz e o substrato a ser impresso.


RECOMENDAÇÕES PARA OS TAMANHOS E PERFIS DOS QUADROS

Na impressão a máquina, o movimento do rodo geralmente se efetua na direção do comprimento do quadro, ou seja, ao contrário do que se faz na impressão manual. Os espaços necessários na lateral e especialmente no topo e na base, devem ser determinados para cada tipo de máquina através de testes práticos. Espaços para restos de tinta muito pequenos podem dar lugar, entre outras coisas, a dificuldade de registro e impressões pouco limpas. Os tamanhos que uma máquina pode usar devem ser determinados através de tentativas individuais.


Perfis de quadro insuficientemente fortes geram problemas como:

  • Perda de tensão no centro da área de impressão;
  • Registro ruim;
  • Redução na vida útil da matriz etc.;
  • A tabela a seguir mostra o quanto um quadro flexiona (milímetro) para um determinado perfil e comprimento (centímetro), dado certa tensão (Newton/centímetros).


PERFIL
COMPRIMENTO
100 cm
COMPRIMENTO
200 cm
COMPRIMENTO
300 cm
18 N/cm
28 N/cm
18 N/cm
28 N/cm
18 N/cm
28 N/cm
40 x 30 x 2.5
0,94
1,46




40 x 40 x 2.8/1.7
0,76
1,18




50 x 40 x 3.5/1.8
0,41
0,64
6,53
10,17


60 x 40 x 3.0/2.0
0,27
0,42
4,28
6,66


80 x 40 x 4.0


1,49
2,32
7,54
11,74
100 x 40 x 4.0


0,84
1,31
4,27
6,64


Os quadros de serigrafia não devem ter bordas vivas, cantos agudos e rebarbas, pois eles podem danificar o tecido, o que pode fazer com que este se rasgue ao ser esticado.