segunda-feira, 22 de abril de 2013

ESTAMPAS INDEXIDAS - CONTINUAÇÃO POSTAGEM 17.04.2013





Tabela de Cores - Imagem indexada com um único canal



Enquanto estamos realizando este procedimento poderemos receber do Photoshop o "alerta de gamut". Aparece sobre a forma de um pequeno triângulo amarelo com um ponto de exclamação que poderá aparecer na janela "Selector de cores" enquanto estamos  selecionando as cores desejadas. 

Isto é uma indicação que nos diz que a cor que estamos a selecionar poderá ser difícil de igualar quando formos preparar as tintas. Poderemos ter que selecionar outra cor ligeiramente diferente, ou então estaremos preparados para gastar um pouco mais de tempo na preparação das tintas. 

Quando já estivermos com as nossas cores selecionadas, devemos clicar "Ok" em todas as janelas secundárias e veremos o Photoshop indexar a nossa imagem. Assumindo que as cores das tintas são iguais às cores selecionadas no monitor, a imagem que estamos a ver no monitor deverá ser muito próxima da reprodução que vamos obter na impressão:

Imagem indexada com um único canal


Se não estamos certos que gostamos do resultado, o Photoshop dá-nos a opção de salvar a nossa Tabela de Cores. Depois podemos tentar de novo, até estarmos satisfeitos com o resultado, ou podemos voltar atrás e abrir a "Tabela de Cores" anteriormente salva. O Photoshop fornece-nos também a opção de voltar atrás e editar uma e qualquer das cores individuais no "CLUT".

Por exemplo: gostamos de todas as cores excepto as escolhidas para as zonas de sombra. A cor que escolhemos não é suficientemente escura, mas achamos que ficaria melhor se fosse. Abrimos a imagem indexada, indo depois a Imagem > Modo > Tabela de Cores (Image > Mode > Color Table). 

Isto irá abrir a tabela de cores ou CLUT que desenvolvemos para esta imagem. Se clicamos sobre a cor que queremos substituir, iremos novamente ver a janela "Tabela de Cores". Podemos escolher uma nova cor e ela irá ser a substituta da anterior na imagem. Assim, podemos aperfeiçoar uma tabela de cores que estará próxima do que queremos mas que ainda poderá ser melhorada.



Separar as cores - Ferramenta conta-gotas...



Nesta altura, a imagem já foi indexada e estamos contentes com as cores selecionadas. O próximo passo será separar as cores. Se olharmos para a paleta "Canais" ("Channels") veremos que neste ponto só existe um canal, "Índice", ("Index"). Isto não serve: precisamos de um canal individual para cada cor.

Iremos agora utilizar o comando "Escala de cores", ("Color Range") para selecionar estas cores. Primeiro selecionamos a ferramenta "Conta-gotas" da barra de ferramentas. Na janela de opções da ferramenta "Conta-gotas", ("Eyedropper Tool") é importante que o "Tamanho de Amostra", ("Sample Size"), esteja selecionado para "Amostra de Ponto", ("Point Sample"). Será aconselhável fazer também um zoom da imagem de modo a facilitar a escolha de cores.

Agora, utilizando a ferramenta conta gotas, selecionamos a primeira cor que queremos separar. De seguida, escolhemos Selecionar > Escala de Cores, (Select > Color Range):


                          Localização do comando "Escala de Cores"

Quando a janela "Escala de Cores" aparecer, selecionamos a opção "Selecionar", ("Select"), para "Amostra de Cores", ("Sampled Colors") e "Grau de Selecção", ("Fuziness") para zero. O "Grau de Seleção" na "Escala de cores" é equivalente à tolerância na ferramenta varinha mágica. Nesta situação estamos  tentando "arrancar" apenas uma cor específica e não as cores que estão próximas. Ao fixar o "Grau de Selecção" para zero, estamos certos que iremos escolher apenas uma única cor. Clicamos "Ok". Veremos que a janela "Escala de Cores" desaparece, e na imagem, a cor selecionada por meio de um "formigueiro". Vamos até ao Menu da paleta dos canais e salvamos a seleção, "Novo Canal", ("New Spot Channel") para fazer isso mesmo: Salvar a seleção como um canal.


Separar as cores - Cores salvas como canais...



Repetimos este procedimento até termos todas as cores salvas como canais. Conforme vamos criando os canais, devemos mudar a cor do próprio canal para a cor que estamos a tirar da imagem. Desta forma quando tivermos todas as cores selecionadas teremos uma boa representação de como será o resultado final:
 

 Janela "Escala de Cores" para cor de fundo


Menu na paleta "Canais" para salvar seleção como canal 


Menu na paleta "Canais" para salvar seleção como canal - Salvar canal de fundo.



 
Janela "Escala de Cores" para meio-tom vermelho escuro
 Menu na paleta "Canais" para salvar seleção como canal
 Menu na paleta "Canais" para salvar selecção como canal - Salvar canal de fundo
Janela "Escala de Cores" para sombras pretas


Menu na paleta "Canais" para salvar seleção como canal




Menu na paleta "Canais" para salvar seleção como canal - Salvar canal de fundo

 
Após as operações anteriores, clicamos com o botão direito do rato sobre cada canal de modo que ele possa ser exportado como um arquivo individual:

 Exportar canais para arquivo individual


Imagem indexada! - Seleção do tecido... 

 Exportar canais para arquivo individual


Depois de realizadas as etapas referenciadas temos finalmente a nossa imagem indexada.
Segue-se então, a seleção do tecido em função do suporte e das tintas. A escolha do tecido será determinado pelo tamanho do ponto ou dos pixels.
Devemos ter ainda em consideração os tempos de exposição, em função da fonte de luz e do tipo de emulsão.
Não esquecer a afinação das cores, relativamente à qualidade da imagem no monitor.
 
 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

BALÕES E INFLÁVEIS

Fabricamos Balões de Ar quente personalizados, réplicas infláveis gigantes, promovemos passeio de Balão.
Infle esta idéia e faça sua estrela brilhar..



 


quinta-feira, 14 de março de 2013

PRÉ-IMPRESSÃO PARA SERIGRAFIA – PARTE I



PRÉ-IMPRESSÃO

Definição

A pré-impressão é a técnica de preparação do original para possibilitar a sua reprodução por meio de um processo de impressão.

Na serigrafia, a pré-impressão compreende as etapas de  preparação dos filmes que serão usados na gravação das telas de serigrafia, podemos também incluir na pré-impressão a produção de telas (matrizes).

Quando a imagem original possui mais de uma cor, se faz necessário realizarmos a separação das cores , ou seja, para cada cor um filme e uma tela correspondente.

Desta forma, quanto maior o número de cores do original, maior será o custo de produção. Vejamos, um trabalho de impressão com 10 cores na imagem original, irá gerar 10 filmes e 10 telas gravadas respectivamente.

Posteriormente estaremos abordando e explicando a técnica de separação de cores em serigrafia.

Existem várias formas de prepararmos os filmes para gravação de telas.

  • ·  Desenho manual com caneta de nanquim sobre papel vegetal ou  poliéster leitoso;
  • ·  Filme de recorte;
  • ·  Poliéster, vegetal ou transparência impresso em impressoras a laser, ou seja, Laserfilm;
  • ·  Fotolito digital, através de imagesetter;
  • ·  Fotolitos produzidos através de impressora a jato de tinta de grande formato, com linguagem PostScript, capaz de reproduzir imagens reticuladas.

FOTOLITOS

Os diapositivos fotográficos são chamados de fotolitos e se dividem em fotolito fotomecânico e digital. Os fotolitos para serigrafia exigem uma leitura correta do lado positivo do filme. Nesse contexto, uma leitura correta significa que a arte final deve ser reproduzida no lado correto da emulsão do filme.

Isto é o oposto do que é feito nos filmes para offset.

Isto é importante, porque permite que durante à exposição, o lado de emulsão do filme fique colocado diretamente sobre a emulsão da matriz. Se filmes do tipo reverso para offset (leitura errada) forem usados, a base de poliéster do filme é interposta entre a emulsão e a camada do filme. Isto causa um corte menor do que o necessário, gerando uma matriz com falta de nitidez e detalhe.




FILME POSITIVO

Imagem na qual as notações do claro/escuro são idênticas as do original.



FILME NEGATIVO

Imagem na qual as notações do claro/escuro são opostas as do original.





SETOR DE FOTOLITO

É a área das artes gráficas responsável pelo registro, correção e finalização das imagens que serão impressas.

O nome do setor é originário da forma como eram chamadas os primeiros registros fotográficos em artes gráficas: photós (luz em grego) + lithós (pedra também em grego) = fotografia em pedras litográficas.

O nome de origem do setor é mantido até os dias de hoje dessa forma no jargão da área gráfica, o produto dele originário também é assim designado desde o século XIX.

A função primordial do fotolito é preparar as imagens para a reprodução gráfica, separando os grafismos de cada cor de impressão e os adaptando a cada processo de impressão.

Todo o processamento da imagem no fotolito é realizado com as imagens sendo trabalhadas em tons de preto e branco.


TIPOS DE CAMADAS FOTOSSENSÍVEIS

Os originais podem ser de diferentes tipos: opacos ou transparentes, em tom contínuo ou a traço, coloridos ou em preto e branco...

Já o material trabalhado para a reprodução gráfica somente pode ser trabalhado em preto e branco.

Os materiais fotográficos pode ser em tom contínuo (onde há variação de tons entre o branco e o preto) ou em meio tom (onde somente áreas pretas ou brancas são possíveis nas imagens registradas).

A maioria dos processos de impressão somente são capazes de reproduzir imagens em meio tom, distinguindo apenas as áreas de impressão (grafismos) onde será depositada a tinta das áreas de não impressão (contra-grafismo) onde ficará visível o papel.


OPERAÇÕES FOTOGRÁFICAS

1º) Exposição
Com o uso de equipamento apropriado a luz refletida ou emitida pelos objetos é capturada sobre película fotossensível; a imagem registrada nesse momento é chamada de imagem latente, está registrada, mas não é visível.

2º) Revelação
Com o emprego de substância química especifica (revelador) os sais de prata tem o seu processo de enegrecimento acelerado. A imagem se torna visível, mas o material fotossensível permanece capaz de registrar outras emissões luminosas.

3º) Interrupção
Com o uso de substância química específica (interruptor) o procedimento de revelação da imagem é interrompido; a imagem permanece como no estágio anterior do processamento.

4º) Fixação
Após a interrupção do processo de revelação é preciso neutralizar a fotossensibilidade dos sais de prata, isso é obtido com o uso do fixador.

5º) Lavagem
O filme é imerso em água corrente por um período de tempo tal que permita extrair do material a maior parte das substâncias químicas utilizadas ao longo do processo.

6º) Secagem
O material é seco com o emprego de ar quente, seja em estufas ou com secadores.


TIPOS DE REGISTROS FOTOGRÁFICOS

Os originais podem ser de diferentes tipos: opacos ou transparentes, em tom contínuo ou a traço, coloridos ou em preto e branco...

Já o material fotográfico pode ser originado a partir da reflexão ou da filtragem da luz pelo original.

Fotografia por reflexão
A luz bate no original e é refletida para o aparelho de captura.





Fotografia por transparência
A luz atravessa o original e é filtrada por esse antes de chegar ao aparelho de captura.




EQUIPAMENTOS DE FOTOGRAFIA

Convencionais:

Máquina Fotográfica: São equipamentos de registro de imagem capazes de ampliar e reduzir imagens ou de as capturar em escala real (tamanho idêntico ao do original). Pode fotografar tanto por transparência quanto por reflexão.

Ampliador: Equipamento capaz somente de ampliar as imagens dos originais (sempre transparentes) com os quais trabalha.

Prensa de contato: Equipamento sem lente que somente registra imagens por transparência e em escala real.

Digitais:

Scanner: São equipamentos que possuem a capacidade de converter imagens físicas em registros digitais, podem trabalhar por reflexão ou por transparência, são designados como planos ou cilíndricos de acordo com o tipo de apoio para originais que possuem.


MÁQUINA FOTOGRÁFICA
1 – Porta originais com iluminação interna  2 – Iluminação externa  3 – Fole com lente  4 – Vidro despolido  5 – Tampa com vácuo  6 – Controles

As máquinas fotográficas são denominadas de verticais ou horizontais, de acordo com o eixo do conjunto de lentes, em geral as máquinas horizontais são bem maiores que as verticais e ocupam salas.


AMPLIADOR



1 – Base para projeção das imagens  2 – Fole com lente  3 – Iluminação  4 – Porta originais (ver 6 – peça aberta)  5 – Controles



PRENSA DE CONTATO
1 – Iluminação  2 – Base de vidro  3 – Controles  4 – Tampa com manta pneumática



sábado, 5 de janeiro de 2013

Como eliminar as serrilhas no processo serigráfico

Confira todos os pontos a serem considerados para evitar serrilhas que denegeram a qualidade de seu trabalho

Por Tarsis Bianchini


“Tenho que imprimir uma camiseta escura com a melhor qualidade possível. Além de retículas, tenho letras que precisam ficar perfeitas, sem nenhuma serrilha. Como vou utilizar plastisol, usei um tecido de poliéster de 120 fios/cm. Apesar da qualidade da definição ficar satisfatória, a impressão ficou com pouca cobertura e sem vida.

Meu fornecedor de tinta disse não ser possível fabricar uma tinta mais concentrada, com maior poder de cobertura. Tentei usar uma tela mais aberta, poliéster com 77 fios/cm. Mas o serrilhado nas letras inviabilizou o resultado, sem contar com o ganho de pontos nas retículas e moiré.

Tentei também impressão sobre impressão, mas não consegui um perfeito registro das duas impressões e o resultado foi insatisfatório.

O que tenho que fazer para conseguir ao mesmo tempo a deposição de tinta necessária e a qualidade de impressão desejada?”
Neste artigo, serão apresentados tópicos relacionados à eliminação da serrilha (baixa definição da imagem impressa), um problema freqüente na pré-impressão serigráfica, que gera imperfeições na reprodução do original. Um dos fatores essenciais a serem considerados nessa problemática é a emulsão e sua aplicação na matriz. Mas outros fatores também podem interferir. A seguir será apresentada uma análise de todas as causas que podem gerar as serrilhas. É importante entender claramente cada um destes fatores e evitar sua interferência.


Lineatura da tela
Um conceito fundamental é saber que o tecido da matriz serigráfica determina o depósito de tinta no substrato.
Ele também está relacionado com a ancoragem da camada fotográfica. Uma tela mais fechada, como a de 165 fios/ cm, deposita menos tinta do que uma tela mais aberta, como a de 90 fios/cm. Já uma tela ainda mais aberta, como a de 55 fios/cm, permitirá um fluxo ainda maior de tinta, conseqüentemente, maior deposição.

Emulsão
Uma emulsão de baixa qualidade não gera um recorte da imagem independente da trama do tecido, ou seja, as bordas da imagem acompanham o quadriculado dos fios, o que causa falhas na impressão, como o serrilhado.
Hoje, com as emulsões de altíssima qualidade, o recorte da imagem é totalmente independente desse quadriculado. Elas conseguem reproduzir fielmente o original, seja numa tela mais fechada ou mais aberta.


Nas imagens da página anterior, é possível verificar recortes de alguns detalhes. Foram utilizadas emulsões de perfeita definição e telas de 32 e de 110 fios/cm.
Para uma perfeita qualidade da imagem impressa, a emulsão serigráfica tem que garantir bordas bem definidas e camadas planas.
Esse conceito deve ser realçado: uma boa emulsão garante a perfeita definição da imagem, mesmo para trabalhos que requeiram tecidos mais abertos e maior passagem de tinta.
Portanto, para o problema citado inicialmente, a solução é trabalhar com uma emulsão de alta qualidade. Assim, podese utilizar telas mais abertas, de acordo com a necessidade de aumentar a deposição de tinta.


Processo de impressão serigráfica

 


Camada de emulsão
Pode-se comparar o processo de impressão serigráfica com o de injeção de uma peça plástica. Se o molde não fechar bem, haverá infiltração do plástico liso e, conseqüentemente, as indesejáveis falhas de injeção (rebarbas). O molde, na serigrafia, seria a camada de emulsão.
Se a camada de emulsão for plana, haverá sempre uma limitação bem definida para o escoamento da tinta. Se a camada de emulsão não for plana, a tinta pode penetrar por baixo das irregularidades, degenerando a qualidade da imagem impressa.

Baixa qualidade do original ou fotolito
O uso de um fotolito de baixa qualidade acarreta impressos com serrilhas. Uma boa emulsão com certeza reproduzirá todas as falhas e imperfeições. Por exemplo, com um positivo produzido por uma impressora de jato de tinta de 200 dpi, o recorte de imagem reproduzida na matriz fica sofrível, conseqüentemente a impressão fica com serrilhas. É importante controlar a qualidade da arte final. Recomenda-se a utilização de saídas com resolução acima de 1.200 dpi.

Aplicação correta da emulsão

 

Com a matriz na posição vertical, aplicar uma ou duas camadas de emulsão pelo lado externo, que é o lado do substrato. Em seguida, sem secar, aplicar duas ou mais camadas pelo lado interno, que é o lado do rodo de impressão, forçando a emulsão para fora.

O número de aplicações pelo lado interno determina a espessura da camada pelo lado externo.
Após a secagem, podem ser aplicadas camadas adicionais no lado externo para melhorar a planeidade ou adequar a espessura final.

Definir para cada caso o processo ideal de emulsionamento, levandose em consideração os seguintes fatores:
• Deposição desejada;
• Nível de detalhes;
• Substrato;
• Fonte de luz;
• Tipo do tecido;
• Emulsão.

Aplicação correta da camada de emulsão
O emulsionamento adequado deve gerar uma camada plana, externa e com espessura uniforme. Camadas com espessuras variadas ou com riscos comprometem a qualidade da imagem impressa.
Para a aplicação manual de emulsão, utilize um aplicador que cubra a largura total do desenho. Nunca realize passadas paralelas, pois isso formará uma camada não uniforme.
Antes de aplicar a emulsão, limpe o tecido completamente, para garantir a uniformidade e a adesão da camada de emulsão. Isso também confere maior tempo de vida útil para a matriz. Para a limpeza, recomenda-se a utilização de produtos específicos, que removam os contaminantes oleosos e partículas de poeira.

Além dos cuidados acima, deve-se ter atenção a outros inconvenientes, a saber:
• tensão incorreta do tecido;
• não deixar a tela secar completamente antes de emulsionar;
• perfil do aplicador danificado;
• tecido contaminado por tintas do serviço anterior.


Secagem da emulsão
Na primeira parte desse artigo, foram abordados tópicos relacionados à planeidade da camada de emulsão, que deve delimitar o escoamento da tinta durante a impressão.
O nível dessa planeidade está diretamente ligado ao tipo de emulsão (as emulsões com fotopolímero geram camadas mais planas que outras), ao processo de emulsionamento e ao processo de secagem.
Após a aplicação da emulsão, deixá-la secar completamente, na posição horizontal, com o lado externo voltado para baixo.
Nunca inverter a posição de secagem, pois a ação da gravidade prejudicará a planeidade.
Para tecidos fechados e camadas finas, é possível secar a matriz na posição vertical.


Espessura da camada de emulsão
Para uma impressão perfeita, é importante que o tecido da matriz não fique em contato com o substrato. Isto pode bloquear parcialmente o escoamento da tinta e causar falhas de impressões em algumas áreas, sendo que a qualidade da impressão estará comprometida pela interferência dos fios do tecido.
Por isso, para que a tinta impressa não apresente as marcas do tecido e não haja falhas de impressão, é necessária a aplicação de uma fina camada de emulsão no lado externo da matriz.
Para obter esse resultado, é preciso aumentar o número de demãos pelo lado interno, sem secagem intermediária, ou utilizar uma emulsão com maior teor de sólidos.
A espessura ideal da camada de emulsão do lado externo da tela (EOM) deverá variar de 10% (para a impressão de retículas) a 25% (letras e traços). Para finalidades especiais, estes valores podem ser alterados.
Recomenda-se o uso de um medidor de espessura para controlar do processo de aplicação de emulsão.

Coloração do tecido
Os tecidos disponíveis no mercado podem ter a coloração branca ou amarela. No tecido branco, os raios de luz sofrem difração durante a exposição, causando uma degeneração da imagem fotografada. Tecidos amarelos eliminam esse problema, permitindo melhor definição e resolução da imagem fotografada.

Estrutura de fios
Os tecidos técnicos usados nas matrizes serigráficas podem ser fabricados no padrão sarja ou tafetá.
O padrão tafetá deve ser preferido, pois cada fio da trama passa alternadamente por cima de um fio da urdidura e por baixo do próximo (estrutura 1:1), proporcionando melhor qualidade de impressão frente ao padrão sarja.
O padrão sarja pode prejudicar a definição da imagem impressa, gerar moiré, perda dos detalhes finos e alterar a deposição da tinta e conseqüente a cor impressa. Isso pode ser comprovado quando se comparam os valores de Rz (nível de planeidade) da camada de emulsão aplicada em telas com diferentes padrões.

Tempo de exposição inadequado
O tempo de exposição determina a qualidade da definição e resolução da imagem e a durabilidade da matriz. Durante a exposição, o lado externo da camada fotográfica reage inicialmente com os raios de luz. Com o passar do tempo, o endurecimento vai se completando também nas camadas mais internas da emulsão. Se o tempo de exposição for excessivo, haverá uma perda de definição e resolução, devido à difração de luz.

 

Revelação imprópria
Dirija um jato suave de água, uniformemente por toda a matriz, em ambos os lados. Lavar até que a imagem apareça totalmente, e as áreas não expostas fiquem livres de resíduos. Para matrizes com tecidos muito abertos ou com camadas espessas, deixá-las submersas por alguns minutos antes de usar o jato de água.

Use maior pressão somente pelo lado externo e tenha cuidado para não danificar a emulsão. Avalie o endurecimento fotográfico observando a escala de exposição. Se necessário, expor outra matriz com os parâmetros corretos.
matriz com os parâmetros corretos. Lembre-se: forçar a revelação de uma boa emulsão, para abrir os detalhes finos e conseguir a qualidade desejada significa que algum parâmetro está fora de controle.

Fonte: Agabe
www.gabe.com

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

MONTE SUA MESA DE GRAVAÇÃO E COMECE LOGO A GRAVAR TELAS DE SERIGRAFIA.

 

Antes de darmos algumas dicas para você montar sua mesa de gravação de telas de silk screen,  precisamos entender alguns conceitos básicos da gravação de telas. Vamos lá!

Primeiro, precisamos entender como as imagens são gravadas nas telas. A tela é composta de uma moldura que pode ser de madeira ou outros materiais como alumínio ou ferro. As molduras de madeiras são as mais usadas devido ao baixo custo e a facilidade de ser usada para esticar os tecidos nelas. 

Estes tecidos são geralmente de poliéster ou nylon e podem ser encontrados em lojas de material de silk screen e são vendidos a metro linear. Todos os tecidos possuem uma numeração que correspondem ao número de fios que esse tecido tem em 1 cm/linear. Os tecidos mais abertos possuem numerações mais baixas como 44, 50, 55, 62 e 77 fios/cm.

Se você vai imprimir em material têxtil (tecidos, camisas, bermudas, etc) você terá que escolher uma numeração entre 44 à 77 fios/cm. Agora que você tem a moldura e o tecido basta esticá-lo na moldura, fixando o mesmo no quadro de madeira com ajuda de um grampeador de estofador. Uma vez esticado, a tela deve ser desengordurada lavando com sabão de cocô ou desengraxante próprio para esta finalidade, vendido nas lojas do ramo. Ponha para secar e proteja a tela de poeira até ser usada na gravação.

Você vai precisar de uma emulsão fotográfica e de sensibilizante, lembre-se, todos esses produtos devem ser adquiridos em lojas de silk screen. Quando você for comprar a emulsão deve escolher entre a emulsão hidrofoto (para tintas a base de água) e a plastifoto (para tintas a base de solvente). Porém, quando for prepará-las deve fazer isso num ambiente que tenha luz amarela de serviço.

Nunca prepare esta emulsão sob luz branca! A proporção é de 9 partes de emulsão para 1 parte de sensilizante, mexa bem estes produtos e deixe descaçar por aproximadamente 30 min, para eliminar bolhas de ar provocadas pela agitação. Não prepare muita emulsão pois sua vida útil é de aproximadamente  48 horas. 

Chegou a hora de aplicar a emulsão na tela limpa, com o auxilio de uma calha de acrílico, plástico, alumínio, etc. Comece aplicando uma camada pelo lado externo da tela e depois termine pelo lado interno. Para secar a tela com emulsão, utilize um ventilador, colocando a tela na posição horizontal com o lado externo voltado para baixo,sobre calços de madeira ou outro material . A tela estará seca quando sua aparência estiver fosca, coloque a tela de encontra a luz amarela para verificar a sua secagem. 

Se a tela apresentar pequenos furos, você precisa aplicar mais uma camada de emulsão pelo lado externo da tela. Estamos chegando ao grande momento da gravação. Mas pera ai! O que eu vou gravar? Escolha uma imagem a traço bem fácil para começar, com o tempo você poderá usar imagens mais complexas e com maior número de cores. Ah! Em tão no silk screen, cada cor a ser impressa deve corresponder a uma tela. Desta forma, quando vou imprimir por exemplo uma imagem com 3 cores, vou ter que gravar 3 telas. Isso mesmo!

Posteriormente, estarei postando um material especialmente elaborado para ajudar  você a preparar os filmes que serão usados na gravação das suas telas. Os filmes com as imagens a serem gravadas devem ser confeccionados com vegetal ou poliéster. 

Coloque o original preso sobre uma mesa com durex e sobre ele o vegetal ou poliéster e copie com uma caneta de nanquim a imagem. Como a imagem será gravada na tela? A tela já emulcionada depois de seca estará sensível a luz branca. Quando coloco o filme feito a nanquim junto com a tela para gravar na mesa de luz, as áreas negras do filme (grafismo) irão bloquear a passagem da luz, enquanto as áreas transparentes vão receber  ação da luz que irá polimerizar estas áreas, ou seja, vai endurecer esta camada de emulsão. Simples né! Depois de exposto à luz a tela deve ser lavada com jatos de água, para remoção da camada de emulsão que não endureceu. As telas podem ser gravadas em qualquer tipo de luz. 

Particularmente eu recomendo que você compre uma lâmpada halógena de 500 ou 1000 Watts, não esqueça de verificar a voltagem de sua residência antes de comprar a lâmpada (110 ou 220 Volts), esta lâmpada precisa de um refletor, o custo dela deve estar em torno de R$35,00. Prepare sua mesa com altura de aproximadamente 90 cm e coloque sobre sua base vazada um vidro de 6 mm transparente, colocando a lâmpada por baixo a uma distância de 60 cm do vidro. Geralmente esta mesa grava com um tempo de exposição de 2 minutos aproximadamente. 

Coloque sobre o vidro o filme com a imagem desenhada em nanquin e depois a tela emulcionada, em seu interior coloque uma flanela ou plástico preto e sobre ela uma placa plana de madeira, vidro, etc. Coloque agora, alguns pesos sobre esta placa para um perfeito contato na hora da gravação. Esses pesos podem ser feito com latas vazias de leite em pó ou achocolatados colocando um pouco de concreto no seu interior, se quiser sofisticar um pouco, poderá introduzir no seu interior uma alça de vergalhão, para facilitar o seu manuseio. Deixe exposto a luz por aproximadamente 2 min, a seguir revele com o auxílio de um jato de água, para remoção da camada que não endureceu na luz. Deixe secar e pronto. 

Verifique se existe algum retoque a fazer na tela, se for necessário utilize esmalte de unha para fazer os retoques, aplique uma fita crepe nas laterais interna da tela, para vedar e não deixar a tinta passar nessas áreas. Você agora poderá imprimir com o auxílio de tintas e rodos de borrachas. Se você seguir estas dicas, creio que vai dar tudo certo. Qualquer dúvida, estamos aqui! 

Se precisar de mais informações - email: doutorsilk@gmail.com.