sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

CONFECÇÃO DE MATRIZES DE ALTO RELEVO - 1ª PARTE

 PROCEDIMENTO PARA A CONFECÇÃO DE MATRIZES DE ALTO RELEVO (ESPESSURADAS) COM TECIDOS ABERTOS.


Para a perfeita impressão de alto relevo com plastisol de alta densidade, esticar o tecido com tensões superiores a 25 N/cm. Para os outros tipos de tintas, consultar o fabricante e determinar a tensão ideal baseando-se no processo de impressão.
Esticar todas as matrizes do desenho a ser impresso no mesmo dia e com a mesma tensão. Utilizar o Adesivo de dois componentes, que proporciona uma colagem forte e permanente de qualquer tipo de tecido em caixilhos de madeira, alumínio ou ferro. Após decorrido o tempo de polimerização, o adesivo é completamente resistente aos solventes usados em serigrafia.

Importante: Após a esticagem e fixação do tecido no caixilho, deixar descansar por 48 horas. Este é o tempo ideal para estabilizar a tensão das matrizes. Se você gravar a matriz antes deste prazo, certamente terá problemas de registros das cores da imagem a ser impresso, pois a imagem gravada ficará distorcida.

Seleção correta da emulsão: Utilizar emulsões de alta definição com alta viscosidade para a impressão de alto relevo com tintas a base de água, plastisóis tradicionais, plastisóis de alta densidade (HD - High Density), silicones, glitters, tintas para impressão de bonés, jeans e granilhas ou tintas especiais para a indústria cerâmica e impressão com tintas e produtos a base de solventes, plastisóis tradicionais e de alta densidade. Devido à sua formulação avançada, garante a reprodução de mais detalhes finos. Revelação e recuperação otimizadas.

Cuidado com infiltrações acidentais de luz branca no ambiente de trabalho (que contenham raios ultravioleta), pois como estas emulsões são muito sensíveis à luz (exposição extremamente curta), pode haver endurecimentos acidentais e a perda total dos detalhes (a imagem não se dissolverá na água durante a revelação).

Preparação do tecido: Limpar o tecido com um desengraxante: molhar o tecido da matriz e aplicar o Desengraxante, esfregando suavemente sobre toda a superfície, em ambos os lados do tecido. Enxaguar com água corrente para a eliminação total do produto. Para tecidos bem abertos, a ancoragem da emulsão pode ser otimizada utilizando a Pasta Abrasiva (aumento da área de contato superficial).

Aplicação da emulsão: Utilizar um Aplicador de Emulsão apropriado que cubra a largura total da tela. Não utilizar um aplicador pequeno em várias passadas paralelas, o que formará uma camada de espessura não uniforme. Sugerimos a utilização da borda fina. Aplicar a emulsão com a matriz na posição vertical, levemente inclinada. Aplicar 2 demãos no lado externo e sem secar, de 6 a 18 demãos pelo lado interno - lado do rodo de impressão. Quanto maior é o número de demãos pelo lado interno, maior será a camada pelo lado externo. Este número de passadas depende da porcentagem de área aberta do tecido.
Sugerimos fazer testes prévios, para determinar a máxima camada de emulsão exeqüível. Se você perceber durante a aplicação que a camada de emulsão líquida apresenta manchas ou irregularidades, você poderá recomeçar o processo: raspar a emulsão antes que ela seque, por fora e por dentro, com um aplicador de emulsão apenas apoiado no tecido (sem encostar as laterais plásticas) e, em seguida, recomeçar, aplicando pelo lado externo e posteriormente pelo interno, o número de demãos desejadas.




Construção de matriz espessurada com as emulsões da linha
UNIFILM 3D do fabricante Agabê






Na aplicação manual, a espessura final da camada pode variar conforme a quantidade de emulsão colocada no aplicador ou de acordo com a pessoa. Sugerimos a utilização de um medidor de camadas, para o controle do resultado final e garantia de sucesso.


Secagem: Deixar a emulsão secar completamente, com a matriz na posição horizontal, com o lado externo voltado para baixo - na posição de impressão.


 

Jamais deixar a tela secar na posição horizontal invertida, pois a gravidade forçará a camada de volta para o lado do rodo, reduzindo sua espessura externa e prejudicando sua planeidade.



Fonte: Agabe
www.agabe.com

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Tratamento superficial de flambagem em termoplásticos

 Tratamento superficial de flambagem em termoplásticos


Superfícies não polares, inertes quimicamente, acompanhadas da baixa tensão superficial de alguns termoplásticos, fazem com que estes sejam pouco ou nada receptivos a tintas de impressão. O polietileno (PE) e o polipropileno (PP) são os plásticos com as maiores tensões superficiais e por conseguinte requerem tratamento térmico flambagem para se imprimir sobre os mesmos.

A flambagem tem como finalidade aumentar a tensão superficial destes plásticos para que estes possam ser impressos com tintas, receber etiquetas ou qualquer tipo de marcação mecânica. Não se pode visualizar o efeito deste tratamento, porém a troca das propriedades da superfície pode ser detectada pelos seguintes testes práticos:

  • Mergulhar completamente o frasco flambado em água. Uma flambagem correta resultará em um filme de água que cobrirá completamente a superfície do mesmo. Uma má flambagem será constatada se o filme de água se romper imediatamente após se retirar o frasco flambado da água;


  • Fita adesiva. Escrever com um lápis sobre a superfície flambada e colar a fita adesiva sobre o local riscado apertando-a firmemente. Retira-se a fita em um só golpe. Um bom flambado reterá a escrita. O mesmo se aplica a frascos já impressos após 24 horas.









Flambadores a gás



A flambagem é essencialmente uma oxidação do plástico mediante a incidência da chama rica em oxigênio. Uma chama convenientemente ajustada e que tenha energia suficiente resultará em troca estrutural do plástico. Esta troca é superficial, porém não permanente. Após o tempo de 10 a 15 horas a superfície flambada perde sua liberação de radicais e volta paulatinamente a seu estado original, por essa razão deve-se imprimir sobre a superfície do substrato neste prazo. Depois deste período deve-se flambar novamente antes da impressão.

ATENÇÃO! Se posteriores impressões fora do período que dura o efeito da flambagem se fizerem sobre a primeira ou última impressão ou cor deverá ser feita uma nova flambagem.
Os materiais que já vem com tratamento oxidativo como mangas e chapas do mesmo de polietileno é tratada pelo processo corona o qual foi apresentado anteriormente. Este efeito pode permanecer por meses. O efeito gerado por flambagem com chama é breve. 

Permite somente imprimir dentro de um turno de trabalho. Ambos tratamentos são totalmente eficazes e a ativação superficial é intensa. A combinação da oxidação e aquecimento produz um flambado de qualidade na embalagem. A oxidação é obtida através de chamas ricas em oxigênio. Estes oxigênios provêm do ar comprimido empregado na combustão do gás utilizado e através de métodos apropriados. Qualquer gás pode ser utilizado neste processo. Os mais disponíveis são o gás propano doméstico, acetileno e gás metano.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

EXPOPRINT 2026 - SÃO PAULO

 


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